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Japão proíbe BB de abrir contas jurídicas no país

dez 16, 2004 | Geral

O Banco do Brasil está proibido de abrir novas contas correntes para pessoas jurídicas no Japão. A determinação partiu da FSA (Agência de Serviços Financeiros), que regula as atividades bancárias no Japão, nesta quinta-feira.

A proibição foi tomada após auditoria realizada pela FSA no BB nos meses de maio e junho. A auditoria descobriu que o banco negociou com operadores financeiros que não têm licenças bancárias.

Desde então, o BB vem negociando com a FSA mecanismos para se adequar à regulamentação japonesa. “A auditoria encontrou falhas de controle interno e no atendimento à legislação”, disse o diretor da área internacional do BB, Augusto Braúna.

A FSA informou que o banco remeteu dinheiro para sul-americanos no Japão por operações bancárias sem licenças. O BB não encaminhou informações sobre essas operações para as autoridades japonesas.

O diretor do BB admite que houve falhas no processamento dessas operações bancárias. “Em algum momento, o banco fez remessas para empresas que não tinham autorização. Paramos de fazer isso. Como não reportamos isso às autoridades japonesas, elas não gostaram”, disse Braúna.

Segundo ele, a FSA poderá rever a proibição em 25 de dezembro de 2005. As contas jurídicas já abertas pelo BB no Japão não serão afetadas pela proibição da autoridade japonesa.

Pessoas físicas

Braúna afirmou que a determinação da FSA não atinge as operações com pessoas físicas nem as atividades de comércio exterior.

Segundo ele, a “força do BB no Japão” está no varejo, onde o banco conta com 110 mil clientes.

Para atender às exigências da FSA, o BB vai reforçar sua estrutura no Japão. “Vamos dar mais robustez aos controles internos”, disse Braúna.

Entre as medidas a serem adotadas está a elevação para a categoria de agência de três subagências localizadas no Japão.

Também serão feitas melhorias em sistemas, controle de operações, troca de administradores e treinamento de pessoal.

O BB possui sete unidades próprias de atendimento no Japão. Por meio de parcerias com o Sumitomo e Correio local, os clientes do banco podem contar com mais 31.500 pontos de atendimento.

Neste ano, os clientes do BB no Japão deverão enviar ao Brasil US$ 900 milhões em remessas. No ano passado, foram cerca de US$ 800 milhões.

admin
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