Os ministros Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário, e Ricardo Berzoini, do Trabalho e Emprego, assinam nesta terça-feira (24) um protocolo de intenções para a implementação dos Consórcios Sociais da Juventude Rural, como parte do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNPE), do governo federal. A idéia é possibilitar a qualificação profissional dos filhos de agricultores familiares que tiverem acesso a políticas públicas do campo, contribuindo para aumentar a produtividade e impedir o êxodo para as cidades.
Segundo Fabiano Kempfer, coordenador de Políticas de Juventude do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), ainda este ano serão criados três consórcios e a meta é qualificar 1,5 mil pessoas até março de 2005. “Já está previsto um calendário de discussão de um Consórcio com as escolas de alternância representadas pela União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil (Unefab)”, informou. “Nós estamos em negociação com o Ministério da Educação para um futuro protocolo para o desenvolvimento de ações junto às escolas agrotécnicas federais”.
Kempfer explicou que iniciativas como essa são importantes, uma vez que dos 6 milhões de jovens que vivem no meio rural, entre 16 e 24 anos, um 1,8 milhão são semi-analfabetos (dados da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios -PNAD, de 2003). Para o MDA, os consórcios seriam um reforço, por exemplo, ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura destinado à essa faixa etária, o Pronaf Jovem, uma linha de financiamento especial com taxas de juros e prazos de pagamento diferenciados.
Os consórcios deverão oferecer cursos de técnicas agroecológicas de produção, de agroindustrialização, comercialização, elaboração e gestão de projetos para cooperativas e associações. Também haverá oficinas de trabalho não-agrícolas, com aulas de artesanato, carpintaria e marcenaria, turismo, formação de agente de saúde comunitário, comunicação, divulgação e organização social.
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