Em seu discurso em nome da bancada do PT na abertura dos trabalhos legislativos na manhã desta quinta-feira, o deputado estadual Pedro Kemp lembrou dos desafios do governo do Estado a serem enfrentados nos próximos quatro anos. No entanto, ressaltou que o momento é de vislumbrar avanços a serem conquistados em Mato Grosso do Sul, transformando os antigos problemas em metas a serem superadas. “Não se trata aqui de ficarmos olhando o que deixamos por fazer. Trata-se do que poderemos avançar”, declarou.
O parlamentar, que foi líder do governo de José Orcírio Miranda dos Santos (PT), destacou as conquistas da administração anterior, enfatizando a criação dos programas sociais e de fundos que possibilitaram a melhoria de rodovias e do atendimento na área social como o Fundersul e o FIS. “É inegável que a situação do Estado é bem diversa daquela de anos atrás. Temos problemas? É claro que os temos. E muitos deles, talvez os mais desafiadores, como o da dívida, por exemplo, não são exclusivamente nossos, mas comuns à maioria dos Estados da Federação. São problemas estruturais e, portanto, vão requerer iniciativas mais amplas que extrapolem a discussão a respeito da sua origem e evolução”, destacou o deputado em resposta as críticas feitas pelo atual governo.
Na manhã de hoje, o governador do Estado, André Puccinelli, ao ler a mensagem do executivo aos deputados estaduais, criticou a gestão anterior, de Zeca do PT. A exclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a devolução de dinheiro na educação e a deterioração do patrimônio público foram alguns dos pontos destacados por Puccinelli. Para Kemp, as análises são no mínimo precipitadas e as observações injustas. “Não creio, assim, ser esta avaliação ponto de partida para lugar algum. Mas sim, sobre quais conquistas obtivemos e como, a partir delas, poderemos avançar ainda mais”, disparou.
Para encerrar seu pronunciamento, Pedro Kemp enfatizou que o futuro do Estado não deve ser atribuído a um ou outro partido político, mas sim a um trabalho em conjunto com a sociedade. “O futuro do Estado não será obra do partido A, B ou C. A solução dos problemas não virá de fórmulas mágicas, mas, ao contrário, do trabalho coletivo, cada qual na sua função, através do debate democrático, no respeito às opiniões e no esforço da busca de soluções que interessem à maioria”, finalizou.
0 comentários