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Kemp destaca ações do governo Lula em debate na UNAES

nov 2, 2006 | Geral

Com a presença de pelo menos 100 acadêmicos, além de militantes do PT e de integrantes do PSDB, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) e o economista Antônio Márcio Buainain debateram ontem no Centro Universitário UNAES as propostas de seus candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o tucano Geraldo Alckmin, respectivamente. O confronto foi marcado pelas comparações entre os dois projetos políticos em disputa neste segundo turno das eleições presidenciais, além das ações concretas realizadas por petistas e tucanos à frente do País.

O deputado Pedro Kemp iniciou sua fala de abertura mostrando as proposta de Lula para um segundo mandato e lembrando as mudanças ocorridas no Brasil com a vitória do PT em 2002. “No último ano do governo FHC, a inflação foi de 12,3%. Em agosto deste ano o percentual da inflação já estava na casa dos 3,84%. No governo FHC as reservas internacionais, em milhões de dólares, eram de 37.823 e em setembro deste ano já ultrapassam 73 milhões de dólares; a dívida com o FMI era de 14,7 bilhões de dólares e com o Clube de Paris de 5 bilhões. Hoje é de 0 dólares em ambos os casos; o risco-país caiu de 1.529 pontos para 222 em 31 de agosto de 2.006”, lembrou o parlamentar. Buainain, por sua vez, contestou os números, alegando que os resultados obtidos no governo Lula são frutos das ações desenvolvidas no governo FHC.

O debate foi realizado em cinco blocos nos quais os representantes dos candidatos à Presidência da República fizeram perguntas sobre Educação, Desenvolvimento Econômico e tema livre. A resposta para cada questionamento teve tempo máximo de dois minutos, réplica e tréplica de um minuto cada. Kemp questionou Buainain sobre a proposta de PSDB de enxugar a máquina, voltando outra vez ao chamado “estado mínimo”, que culminou no sucateamento dos órgãos públicos federais na Era FHC. No quesito Educação, o deputado lembrou ainda as manobras executadas por tucanos e pefelistas para barrar votações importantes para o governo e para a população brasileira, como o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), numa tentativa de frear as ações do governo Lula.

No tema livre, Pedro Kemp (PT) lembrou um assunto importante aos sul-mato-grossenses: O ICMS do gás boliviano e a tentativa de Alckmin de fazer o recolhimento no destino, ou seja, beneficiando o Estado Paulista e tirando dos cofres de Mato Grosso do Sul pelo menos R$ 30 milhões por mês. “O candidato Geraldo Alckmin tem dito nos programas eleitorais que só fala a verdade e que cumpre o que fala. Pois bem, em setembro de 2005, ele visitou nosso Estado e assegurou que o governo Paulista não disputaria o ICMS do gás natural com Mato Grosso do Sul. Porém em 22 de agosto deste ano protocolou uma ação para garantir o recolhimento do ICMS em favor de São Paulo. Isso significaria R$ 30 milhões a menos na arrecadação do nosso estado. O que o senhor tem a argumentar sobre isso?”, questionou. Desconfortado como a pergunta, Buainain tentou justificar o feito dizendo que a política é muito dinâmica e que a decisão de recorrer a justiça foi uma ação do vice-governador, Cláudio Lembo, que assumiu o cargo de governador para que Alckmin pudesse disputar à Presidência da República.

O debate teve duração de duas horas e no encerramento, como de praxe, os debatedores fizeram suas considerações finais, retomando as ações e projetos de seus partidos e candidatos a presidente.

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