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Lula fala em rede nacional esta noite

ago 19, 2004 | Geral

Presidente deve ocupar uma rede de TV para mostrar resultados econômicos favoráveis, após uma semana de muita polêmica no Congresso.

Lula vai falar no fim de uma semana politicamente turbulenta, mas que para o governo, apesar dos debates no Congresso, apresentou alguns bons resultados a julgar também pelas pesquisas eleitorais que mostraram a recuperação da popularidade do governo e de sua candidata, Marta Suplicy, na principal disputa de outubro, em São Paulo.

Turbulência no Congresso

O esforço concentrado do Congresso acabou frustrado e, mais do que isso, acirrou os ânimos políticos, colocando em dúvida a aprovação de matérias importantes para o governo como o das Parcerias Público-Privadas. Mas não foi um só tema que contribuiu para esse quadro.

A tensão envolveu a CPI do Banestado, onde a quebra de mais de mil sigilos bancários tornou-a um alvo e, ao mesmo tempo, um centro nervoso transformado-se em possível referência para divulgação de dados reservados, como estaria acontecendo.

Mas a este debate somou-se a insistência do governo em aprovar o projeto das PPPs como fonte para obter financiamento para a infra-estrutura e logística. E à insistência a reação das bancadas da oposição que colocaram o projeto sob suspeição. O resultado foi um final de sessão, no Senado, inesperadamente turbulento.

Indicados como responsáveis pela não votação das PPPs, os senadores da oposição reagiram, acusando o governo de promover uma ofensiva autoritária. Tasso Jereissati irritou-se e chegou a afirmar que o Planalto está usando “técnicas fascistas”. Mas não foi o único.

O líder do PDT, Jéferson Peres, generalizou o cenário dizendo que se “percebe nos meios jornalísticos, políticos e culturais a preocupação com o ranço autoritário de setores desse governo. Os sinais são vários e evidentes: a Ancinav tentando regular as atividades culturais, o envio do projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo, que é uma tentativa mal disfarçada de cercear a liberdade de imprensa”. Foi imediatamente rebatido pela líder do PT, Ideli Salvatti, que negou que as medidas propostas pelo governo sejam autoritárias.

Os senadores também cobraram um comportamento ético do governo, insuflados por um discurso do senador Aloizio Mercadante que acusou a oposição de prejudicar o País ao não votar o projeto das PPPs, que tem o objetivo de atrair investimentos para obras de infra-estrutura.

Para a oposição, o texto da PPP facilita a corrupção por ser subjetivo nos critérios de escolha das empreiteiras que realizariam as obras. O projeto desrespeitaria a Lei de Licitações e a Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo Jereissati.

Acompanhando de perto as negociações, o ministro Guido Mantega acusou a oposição ao governo de “criar um bloqueio político” às PPPs. E tentou reverter o quadro criado afirmando que “estamos dispostos a negociar.”

Cartilha do PFL

Outra causa dos ânimos alterados foi a cartilha lançada pelo PFL. Sobre ela o líder do PT, deputado Arlindo Chinaglia, disse que o partido não está preocupado com o que diz a cartilha lançada com críticas ao governo Lula. Ao rebater as criticas do PFL, o líder petista mostrou dados do governo e citou que o crescimento do PIB neste ano será de pelo menos 3,5%, quando a média histórica dos últimos 20 anos foi de 2,2%.

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