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Lula firma parceria para pólos e recebe reivindicações

fev 24, 2005 | Geral

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está em Mato Grosso do Sul pela quarta vez e com esta visita importantes projetos ganham substância. Já em andamento, o Luz para Todos marca a meta alcançada em Mato Grosso do Sul, primeiro estado brasileiro a levar energia elétrica aos assentamentos rurais. Estão atendidos 52 dos 59 assentamentos, obras que beneficiaram 3.575 famílias, com investimento de R$ 17,5 milhões, 75% do governo federal. Dos sete assentamentos restantes, cinco já têm obras em andamento.

No início da tarde a expectativa é pela assinatura do memorando para instalação do pólo mínero-siderúrgico, na fronteira com Bolívia. O empreendimento, de US$ 2 bilhões , vai possibilitar a agregação de valor ao minério produzido em Corumbá.

Com Lula, vieram os ministros que estão ligados às respectivas áreas, o de Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto e a das Minas e Energia, Dilma Roussef. A agenda do presidente começou com visita ao assentamento Geraldo Garcia, em Sidrolândia, onde participa do evento do Luz para Todos, e depois o retorno a Campo Grande, onde, por volta de 12h30, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, assina memorando com a Rio Tinto, empresa que vai assumir o pólo siderúrgico.

A ocasião servirá para avançar nas conversas sobre o pólo gás-químico, também a ser implantado em Corumbá e que permitirá produção de matéria-prima para produção do plástico, prevendo a instalação de uma separadora de gás. O projeto, segundo o governo, está em estágio avançado de negociação com investidores nacionais e estrangeiros. Agora a busca é por recursos para investimento no setor de infra-estrutura, em parte já garantido pelo governo federal e iniciativa privada, como a retomada do transporte de cargas por via férrea, a intensificação da navegação pelo rio Paraguai e a recuperação da BR-262.

A vinda do presidente também desperta outras demandas. Grupos de sem-terra ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), planejam manifestações em Sidrolândia, pedindo a agilização do processo de reforma agrária. Também estão no local grupos indígenas que querem demarcação mais ágil e parlamentares que vão pedir recursos para obras, como a duplicação da BR-163. Ambientalistas querem apresentar ao presidente preocupação com riscos à natureza com a instalação de indústrias na região de Corumbá, onde serão instalados os pólos de gás e siderurgia.

O presidente foi recepcionado na Base Aérea de Campo Grande por autoridades do governo estadual. Um forte esquema de segurança foi montado no local, ao longo da cidade e também em Sidrolândia. São policiais federais, rodoviários federais, do Exército, militares e civis.

Encerrados os compromissos oficiais, Lula irá participar de um almoço na casa do governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, no bairro Vivendas do Bosque, em Campo Grande. Pratos típicos à base de peixe e carne farão parte do cardápio presidencial.

A lista de convidados para o seleto almoço teria sido cortada pela metade. Apenas 20 pessoas deverão participar, entre elas o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Londres Machado (PL) – o único deputado estadual convidado – e o líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral (PT). O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), seria outro dos convidados na listagem restrita. O embarque do presidente de volta para Brasília (DF) está marcado para 16 horas.

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