Lula desenvolve um intenso programa a partir de hoje em Nova York, numa reunião de cúpula da ONU, na qual serão discutidas políticas contra a miséria e a fome. A inclusão social estará dominando o primeiro dia do presidente brasileiro que participa de evento com vários presidentes que estão solidários, como os da França, Chile, Espanha, além do secretário-geral da ONU, Kofi Anan. Uma globalização mais justa também deverá ser abordada pelos presidentes do Brasil e França, no ponto final da programação de hoje.
Lula diz que não tem a ilusão de que “vamos conseguir estabelecer nessa reunião um fundo (financeiro mundial para combater a pobreza)”, admitindo que se esse objetivo fosse fácil provavelmente já teria sido alcançado.
Antes de embarcar para Nova York, Lula disse, durante uma visita a Recife, qual é seu objetivo no encontro das Nações Unidas: “Nós queremos criar uma consciência de que é preciso ter um fundo internacional para que a gente possa combater a fome no mundo”.
PROPOSTAS
Segundo o relatório divulgado pelo grupo técnico que discutiu mecanismos financeiros para reduzir a fome, integrado pelo Brasil, Chile, França e Espanha, os recursos enviados por emigrantes aos seus familiares são essenciais para ajudá-los a melhorar as condições de vida no país onde vivem.
Lula proporia reduzir as taxas bancárias cobradas pelo envio de dinheiro dos emigrantes de países pobres que trabalham em nações desenvolvidas aos representantes e chefes de Estado de 60 países nas Nações Unidas, em Nova York, na próxima segunda-feira.
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