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Lula usa economia para defender governo em reunião

dez 16, 2004 | Geral

Em reunião ministerial desta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço dos dois anos de governo e rebateu as críticas da oposição e de parte da base aliada aproveitando os bons indicadores da economia. Ele também não poupou ataques ao governo anterior.

“A catástrofe anunciada por alguns, aqui e lá fora, não se produziu. Fomos capazes, governo e sociedade, de impedi-la”, disse Lula ao abrir a reunião, referindo-se à desconfiança externa e interna ocorrida antes da sua posse em relação à condução da economia.

A oitava reunião do governo Lula marca a metade do mandado e acontece na Granja do Torto até este sábado, quando está previsto um balanço à imprensa realizado pelo ministro José Dirceu (Casa Civil).

O encontro ocorre em meio a expectativas de uma reforma ministerial, que vem sendo dificultada pela crise do PMDB, que ameaça romper com o governo.

Na avaliação do presidente, seu governo não deu continuidade às políticas do govero anterior, “fizemos o que deixou de ser feito, reconstruímos nossa economia… e conquistamos a credibilidade do país no exterior”.

Entre os avanços que apontou estão a retomada do emprego com carteira assinada (o melhor desde 1992), o controle da dívida interna, a redução da dívida externa e o crescimento do comércio exterior, beneficiado pelo desempenho do agronegócio.

“O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu mais do que a expectativa e isso não é uma bolha, não é um espasmo”, prometeu.

Mas admitiu: “Nossas realizações estão muito aquém do que a sociedade reclama…. Não prometi acabar com todas as desigualdades, prometi sim recolocar o país nos trilhos”.

Na área social, o presidente citou os programas de governo como bolsa família, fome zero, médico de família, saúde bucal e farmácias populares, mas não detalhou os dados de balanço.

HERANÇA

O presidente Lula criticou o governo anterior, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Os dois vêm travando uma disputa verbal nos últimos dias.

“Herdamos uma máquina administrativa ineficiente, desprovida, em boa parte, de sentido republicano, sem vocação para realizar políticas em proveito das maiorias”, dise Lula.

Para os próximos dois anos, ele previu a continuidade da política econômica e o alcance das metas de desenvolvimento e da geração de renda.

“Temos mais dois anos pela frente. É a hora da colheita do muito que plantamos, a hora de afirmar com ênfase nossa disposição de continuar persistindo criativamente em nossas políticas econômica e social.”

admin
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