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Manifestantes pedem mudanças na economia

jul 22, 2004 | Geral


Leonardo Stavale e Arthur Braga

Fotos – Antonio Cruz/ABr

São Paulo – A Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou nesta sexta-feira (16), em São Paulo, manifestações pelo Dia Nacional de Luta e Mobilizações. O protesto foi em frente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na avenida Paulista, seguida de ato público diante do prédio do Banco Central, na mesma avenida. Os manifestantes também seguiram em passeata até a sede da Secretaria de Trabalho do estado, no centro da capital, onde entregaram suas reivindicações.

Liderados pelo presidente nacional da CUT, Luiz Marinho; pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijó, bancários, metalúrgicos e químicos entregaram a representantes da Fiesp um documento reivindicando o fim das horas extras e aumento real dos salários com reposição integral da inflação.

Marinho elogiou a recuperação econômica do país no primeiro semestre, mas disse que a central sindical espera um crescimento ainda maior. “Os últimos dados de emprego, desemprego, comportamento da economia, são dados para serem comemorados, mas para dar sustentabilidade a este crescimento de forma contínua, nós precisamos traçar como meta crescer 7% ao ano, já em 2006”.

Segundo Marinho, é necessário que haja investimento em infra-estrutura para o crescimento da capacidade de produção. “O crescimento deste momento está preenchendo uma capacidade ociosa. Se não houver investimento, nós logo, logo, teremos de novo a paralisia do crescimento”. Ele ressaltou a necessidade de discutir a redução da carga tributária, das taxas de juros de longo prazo e juros da dívida interna do país.

O presidente da CUT-SP, Edílson de Paula, lembrou que o papel dos movimentos populares é cobrar do governo, mas com responsabilidade. \\\”É preciso acreditar neste governo, porque se ele não der certo o próximo não será uma administração de esquerda, mas sim neoliberal\\\”.

Além de sindicalistas, estiveram presentes manifestantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Partido Comunista do Brasil (PC do B) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

Empregos

Avessos às manifestações, o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, anunciou nesta sexta-feira a criação de 1,03 milhão de empregos formais no país no primeiro semestre do ano, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. De acordo com o ministério, a alta no nível de emprego no primeiro semestre de 2004 é o melhor índice registrado desde 1992 quando o levantamento teve início. O ministro mostrou-se otimista com o número anunciado nesta sexta-feira (16), afirmando que a geração de empregos formais em 2004 pode chegar a 1,8 milhão.

Berzoini disse que o processo de recuperação do nível de emprego foi “puxado” pelo agronegócio e pela exportação. Ele informou que, desde maio, ocorre uma melhora nas vendas de varejo e no consumo de bens não-duráveis e semiduráveis.

“Com a agregação de mais de um milhão de consumidores, porque estão trabalhando e estão recebendo salário, a expectativa é de que tenhamos uma melhoria muito significativa nos segmentos de alimento, calçadista e de vestuário, que podem sustentar a economia no segundo semestre”, afirmou.

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