O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (21) a entrada da Bolívia – como membro pleno – no Mercosul, e disse que Brasil, Argentina e Venezuela devem ajudar os dois sócios menores e com economias mais pobres do bloco, Paraguai e Uruguai.
“É normal que os mais pobres culpem Brasil e Argentina, como outros culpam os Estados Unidos”, disse. “Temos a obrigação de ajudar estes países a se desenvolverem, comprando mais deles. Não há bloco que se sustente se a miséria perdurar”. As declarações do presidente Lula foram feitas na cidade argentina de Córdoba, onde participa da 30ª Reunião do Mercosul.
Neste encontro, a Venezuela estréia como quinto membro pleno do bloco. “Queremos trazer a Bolívia para o Mercosul e construir a Comunidade Sul-americana de Nações, sabendo que temos problemas sociais profundos, problemas políticos profundos e que tudo isso só vai ser resolvido com o fortalecimento da democracia”.
O presidente cubano, Fidel Castro, também saiu em defesa da maior integração da América Latina, ao dizer à imprensa, nesta manhã em Córdoba: “Eu me pergunto quem poderá impedir o futuro da América Latina unida”, disse.
O presidente Lula receberá, nesta sexta-feira, a presidência temporária do bloco, que neste semestre foi exercida pela Argentina, governada pelo presidente Nestor Kirchner.
Kirchner começou o dia dando um golpe na cabeça quando entrava no automóvel que o levou do hotel ao encontro do Mercosul, no chamado Prédio Ferial, cerca de vinte minutos do centro de Córdoba.
As emissoras de televisão mostraram Kirchner com um lenço na cabeça tentando conter o sangue. Imagem semelhante foi vista na sua posse, em maio de2003, quando bateu a cabeça numa câmera de TV. Segundo a imprensa argentina, desta vez, como na anterior, o ferimento não foi grave.
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