Brasília – Até 2015, o governo quer reduzir em 75% o número de mulheres que morrem no parto ou por complicações no pós-parto. O ministro da Saúde, Humberto Costa, defendeu ontem um pacto com as prefeituras e grande mobilização da sociedade civil para atingir a meta. “É inadmissível que uma grávida tenha de perambular um ou dois dias em busca de atendimento em hospital”, criticou o ministro na cerimônia no Planalto em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
Conforme o Ministério da Saúde, no Brasil, em cada 100 mil nascidos vivos, 74,5 mulheres morrem em razão de complicações na gestação, no parto e no pós-parto. O padrão aceitável pela Organização Mundial de Saúde é de 20 mortes maternas em 100 mil nascidos vivos.
Costa anunciou ainda a criação do programa primeira semana, serviço especial de atendimento à mulher e à criança na primeira semana após o parto. Outra meta é humanizar maternidades, ampliar o número de leitos de UTIs para tratar dos casos mais graves de gestação e garantir atendimento às vítimas de aborto.
A deputada Jandira Fegali (PC do B/RJ), também presente à cerimônia, defendeu a ampliação do aborto legal, para atender a outros casos não previstos na legislação. (T.M.)
Publicado em 09.03.2004
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