O Programa Mundial de Alimentos (PMA), das Nações Unidas (ONU), pode comprar produtos da agricultura familiar brasileira – incluindo de assentamentos da reforma agrária – para distribuição a populações carentes de outros países, em especial nos acampamentos de refugiados.
Durante seminário internacional sobre o PMA, no auditório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília, a ONU propôs a criação de um grupo de trabalho, ainda este ano, para analisar a qualidade dos produtos brasileiros para serem vendidos de acordo com as regras do mercado internacional.
A expectativa do coordenador do PMA para a América Latina, Omar Bula Escobar, é comprar os produtos da agricultura familiar já na próxima safra. “Vamos continuar funcionando como um catalisador entre os países latino-americanos para estreitar a relação com os produtores de alimentos”, disse.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário participou de um painel sobre a experiência acumulada nessa área de compra de produtos da agricultura familiar para o programa Fome Zero. “Nosso objetivo é credenciar os agricultores para que possam atender a demanda que o PMA tem no Brasil”, explicou o coordenador geral de Geração de Renda e Agregação de Valor do Ministério, Arnoldo Campos.
O PMA é o maior comprador de alimentos que existe e é responsável pela ajuda humanitária a populações famintas de todo o mundo. Só no ano passado, o programa beneficiou 110 milhões de pessoas de 82 países que sofriam de Fome e Subnutrição.
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