Uma coalizão formada por evangélicos americanos, rabinos e judeus ultraortodoxos locais prometeu, ontem, impedir uma parada gay programada para meados deste ano, em Jerusalém, embora o prefeito da cidade já tenha afirmado que não pode proibir sua realização. O pastor californiano Leo Giovinetti convocou a imprensa para dizer que, se a marcha gay acontecer em Jerusalém, “ocorrerá um castigo divino”, mencionando os exemplos bíblicos de Sodoma e Gomorra como precedentes.
Por sua vez, o deputado ultraortodoxo Nissim Zeev deu a entender que os problemas poderiam ser mais imediatos e terrenos. “Se eles [os gays] acreditam que podem se divertir aqui [em Jerusalém] e realizar esta provocação sem serem molestados, a polícia ficará muito atarefada para enfrentar as manifestações contrárias”, disse ele a jornalistas, com o pastor ao lado. “Nunca se sabe como termina uma manifestação”, ameaçou.
Os gays israelenses já realizaram, no passado, pequenas marchas em Jerusalém, que transcorreram em relativa calma, embora tenham sido insultados por alguns residentes. Desta vez, no entanto, o encontro terá caráter internacional, incluindo um festival de cinema gay e seminários. O evento culminará com o mundialmente famoso desfile do Orgulho Gay, que ocorre nas principais cidades do mundo.
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