Fique por dentro

Petistas querem apurar quebra de sigilo

ago 12, 2004 | Geral

O requerimento para rastrear as informações sobre os 1.700 pedidos de quebra de sigilo da CPI do Banestado será encaminhado à comissão de Ética do Senado. A informação foi dada hoje pela líder do PT na Casa, Ideli Salvatti (SC). Para a senadora, a quebra de sigilo é considerada falta de decoro, que pode ser punida até com a perda do mandato.

“É impossível que dados sigilosos, protegidos pela Constituição, sejam divulgados sem que a investigação esteja concluída e não aconteça nenhum procedimento jurídico. Por que não vazaram outros dados? Os vazamentos estão sendo direcionados de forma oportunista”, disse Ideli Salvatti ao Portal do PT. A líder petista, junto com o senador Ney Suassuna (PMDB-PB), vai apresentar hoje o requerimento para rastrear o vazamento das informações.

Responsabilidade

“Encaminharemos também o requerimento ao Conselho de Ética, porque a divulgação de dados sigilosos é quebra de decoro e passível de cassação de mandato”, informou a senadora. Ideli prefere não acusar nenhum colega pelo vazamento, mas entende que o presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) controla a circulação dos documentos. “O senador Antero Paes de Barros é o responsável pelo recebimento, guarda e arquivamento dos documentos”, afirmou a parlamentar petista.

Sobre a decisão de Paes de Barros de lacrar os documentos, a senadora tem dúvidas quanto à eficácia. “Recebi com certa dose de humor a decisão do senador de lacrar os documentos, depois de ter xerox voando para tudo que é canto”, ironizou Ideli, para quem o lacre só vai impedir que os senadores tenham acesso aos documentos. A senadora não aceita a acusação de que a base aliada ao governo pretende acabar com a CPI do Banestado. “Não procede porque fizemos um debate para que a CPI fosse prorrogada por mais seis meses e o presidente da comissão foi contra. Tanto que tivemos de colher assinaturas para a sua prorrogação”, informa Ideli.

Favorecimento

Quem também defende a apuração sobre o vazamento de informações é a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). “As coisas devem ser claras, mas existem casos que devem ser sigilosos para avançar as investigações. Uma das razões do sigilo é para evitar o uso político. Se houve vazamento de informações, foi para favorecer alguém. E se foi tendencioso, tem de ser punido”, declarou Serys.

admin
admin

0 comentários