Fique por dentro

Petrolíferas na Bolívia aceitam nacionalização, mas sem expropriações

mar 30, 2006 | Geral

A CBH (Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos), que reúne as principais empresas petrolíferas que operam na Bolívia, aceitou a nacionalização das reservas de gás natural do país –uma das principais bandeiras do presidente boliviano, Evo Morales–, mas recomendou que seja feita sem expropriações.

Em um comunicado, a CBH informou que “existe uma expectativa entre as empresas […] diante dos anúncios do governo, acerca de levar adiante o processo de nacionalização dos hidrocarbonetos”. “Esperamos que o processo ocorra sem chegar a uma expropriação que pudesse perturbar o desenvolvimento da indústria.”

A câmara informou ainda que pretende colaborar com o processo para que aconteça “sem inconvenientes para o governo, sem traumas para consumidores e mercados externos e com a maior concordância possível entre os representantes do Estado e das empresas privadas”.

A nacionalização dos recursos naturais da Bolívia –entre eles as reservas de hidrocarbonetos, controladas pelas empresas privadas desde os anos 90– pode acontecer até julho deste ano, segundo o presidente Morales, que tem afirmado que a nacionalização irá respeitar os direitos de propriedade privada, sem confiscos ou expropriações.

As empresas acompanham o desenrolar do processo de nacionalização com certa apreensão, principalmente depois de terem sido presos dois altos executivos da Andima, subsidiária da espanhola Repsol (logo libertados sob fiança), por suspeita de envolvimento em um caso de contrabando de petróleo e evasão de impostos.

A Bolívia possui a segunda maior reserva de gás natural da América do Sul, com 1,55 bilhão de metros cúbicos, segundo dados do governo.

admin
admin

0 comentários