O delegado da Polícia Federal Sérgio Menezes, que investiga o caso do “mensalinho”, vai sugerir ao STF (Supremo Tribunal Federal) a quebra dos sigilos bancário e telefônico do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), e do empresário Sebastião Buani. O processo segue hoje ao Supremo, já que o inquérito envolve um deputado –a quebra do sigilo precisa do aval do STF.
De posse das informações financeiras dos dois, a investigação poderá comprovar se houve ou não pagamento de propina.
Buani acusa Severino de cobrar propina para prorrogar a concessão do restaurante Fiorella. Conforme a versão de Buani, Severino cobrou dinheiro à época em que era primeiro-secretário da Casa.
Como prova, ele apresentou um cheque de R$ 7,5 mil do Bradesco datado de 31 de julho de 2002 e recebido por Gabriela Kenia Martins, secretária do presidente da Câmara.
Gabriela confirmou à PF que recebeu o cheque, mas disse que o dinheiro era para pagar gasto de campanha de Severino Cavalcanti Júnior, filho do presidente da Câmara, morto em 2002.
O delegado disse também que vai recomendar que sejam ouvidos novamente Buani, a gerente da agência do Bradesco onde Buani tem conta, Jane Albuquerque, e a filha do empresário, Gisele Buani.
No relatório, o delegado também irá recomendar que o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) seja ouvido. Na versão de Buani, o congressista estava presente quando o pagamento a Severino foi acertado.
Menezes também vai citar o nome de Júnior como um novo elemento no inquérito. Segundo o delegado, é preciso investigar se de fato o dinheiro foi para ele.
Segundo a PF, os laudos das perícias do documento assinado por Severino em abril de 2002, que prorrogava de modo irregular a concessão de exploração de restaurante da Casa até 2005 e o do cheque, deverão ficar prontos hoje.
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