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Pomar diz que não leva a sério declaração de Sílvio Pereira

out 6, 2005 | Geral

O terceiro vice-presidente nacional do PT, Valter Pomar, disse hoje (3) que não leva a sério a declaração do ex-dirigente Sílvio Pereira, de que a Comissão Executiva do partido sabia do caixa dois. A declaração teria sido dada em entrevista publicada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo.

“Sílvio Pereira não é mais petista. Ele próprio afirmou que se afastava quando se comprovou um ato de corrupção dele, automóvel, quatro rodas, bonitinho… Ele deveria reconhecer que já produziu um estrago muito grande no partido e ponto. Não levo a declaração a sério. O que acontece é que algumas pessoas na Executiva montaram uma estrutura paralela de poder e agora querem atribuir a toda a Executiva aquilo que eles fizeram”, afirmou Pomar ao chegar para a reunião da Executiva, hoje em São Paulo.

“Ele cita o meu nome, como cita o da Marta Suplicy, como cita o nome de uma série de outros membros da Executiva que só discutiram finanças partidárias. Nós nunca discutimos finanças de campanha eleitoral. A Executiva tinha conhecimento da prestação de contas, discutia, decidia, fazia planejamento financeiro, embora, como se viu depois, tivesse controle quase nulo sobre a implantação daquilo que era deliberado. Nunca discutimos finanças de campanhas eleitorais na Executiva. E o Grupo de Trabalho Eleitoral tampouco”, declarou o terceiro vice-presidente do PT.

Pomar também desconsiderou as declarações do senador Delcídio Amaral (PT-MS), presidente da CPI dos Correios, de que o caixa dois pode ter sido alimentado por dinheiro do partido que estaria no exterior.

“O Delcídio está em um momento muito conturbado. Ele estava para sair do PT e ir para o PSDB e depois voltou. Atribuo essa declaração dele a esse momento, de dificuldade de opção em qual partido vai ficar. A instituição partidária não montou nenhum esquema paralelo de finanças. Se pessoas fizeram isso, que respondam com base na lei do país”, disse.

O dirigente criticou declarações como a de Pereira, que em sua avaliação, servem àqueles que pretende destruir o PT.

“Nosso partido estava sob uma violenta pressão. Nos últimos 15 dias fizemos um processo eleitoral vitorioso, que reduziu muito a pressão porque ficou claro que não vão destruir o PT. A militância não foi embora, pelo contrário. Nesses dias elegemos o presidente da Câmara dos Deputados, o que também acabou com a tentativa de dar início a um processo de impeachment contra o presidente da República e, nesse momento em que as coisas estavam se tranqüilizando, aparece esse tipo de declaração”, afirmou.

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