A taxa de participação de mulheres no mercado de trabalho atingiu 55,1% na região metropolitana de São Paulo em 2003, o maior patamar para o segmento desde 1985. Segundo pesquisa da Fundação Seade, divulgada nesta quinta-feira, entre os homens a taxa diminuiu para 73%.
Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego entre as mulheres subiu para 23,1% da População Economicamente Ativa feminina (PEA), contra 22,2% em 2002. Entre os homens, o índice subiu de 16,5% para 17,2%, o segundo mais elevado desde que a medição foi iniciada.
Segundo a Fundação Seade, o aumento na taxa de desemprego feminino deveu-se ao fraco desempenho do nível ocupacional, que gerou ocupações em número insuficiente para incorporar as mulheres que passaram a fazer parte da força de trabalho em 2003.
No nível ocupacional, foram criados 1,9% empregos para mulheres a mais que em 2002, sendo 5,1% no comércio, 3,5% em serviços domésticos e 1,6% em serviços, principalmente entre as assalariadas com carteira assinada no setor privado, setor público e trabalhadoras autônomas para empresas. Entre os homens, houve redução de 0,7% na ocupação.
O rendimento médio por hora trabalhada entre as mulheres no ano passado caiu pelo sexto ano consecutivo, ficando em R$ 4,30. Esse valor corresponde a 78,6% daquele recebido pelos homens, que foi de R$ 5,47.
Considerando a raça e cor dos indivíduos, o rendimento por hora caiu 7,2% para as mulheres negras e 11,4% para os homens negros, enquanto para os não-negros as reduções corresponderam a 5,1% entre as mulheres e 2,9% entre os homens.
Publicado em 04.03.2004
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