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Produtores de frango de corte contabilizam prejuízos em MS

mar 8, 2007 | Geral

Os produtores de frango de corte do município de Terenos, localizado a 30 quilômetros de Campo Grande, vêm contabilizando nos últimos anos prejuízo na produção. Na região, 53 pequenos proprietários solicitaram aos vereadores da Câmara Municipal da cidade um debate sobre o problema, que tem comprometido a renda das famílias envolvidas na criação de frango de corte. Elas enfrentam a baixa remuneração pela engorda das aves, após o noticiário da crise da gripe aviária, e acusam a empresa Comaves – Frango Vit, da qual são parceiras, de quebra de contrato.

De acordo com o vereador Gerson Terra (PT), autor da audiência pública que será realizada na quinta-feira, 08 de março, os valores atualmente pagos pela empresa não cobrem os custos da produção. “Fizemos os cálculos e a empresa deveria pagar no mínimo R$ 0,30 por cabeça para que os produtores tivessem resultados positivos, mas ela tem pago muito abaixo disso. Existem casos de produtores que receberam R$0,09 por cabeça, outros R$0,12 e no máximo R$ 0,15. Essa defasagem tem deixado os produtores endividados junto a empresa de energia elétrica, o Banco do Brasil e outras instituições”, explica.

O parlamentar conta que entre produtores e empresa há uma parceria chamada Processo de Integração em que a Comaves entrega os pintinhos, fornece a ração e assistência técnica e em contrapartida os produtores arcam com os custos da construção das granjas, mão-de-obra, energia elétrica, água, carregamento, palha, entre outros. “Á época que os produtores iniciaram a atividade, eles acabaram assinando, por desconhecimento do negócio, um contrato que beneficia muito mais a empresa. Além do mais muitas cláusulas não vêm sendo respeitadas pela Frango Vit”, alega. Segundo Terra, a empresa Comaves – Frango Vit tem pago um valor muito abaixo do mercado. “Nós temos comprovação de que outras empresas chegam a pagar até R$ 0,55 por frango. Os produtores já tentaram o diálogo, mas não houve nenhum resultado”, ressalta.

Para a audiência pública, que ocorre na Câmara Municipal às 8h30, foram convidados representantes do Ministério Público Estadual, da Secretaria de Produção e Turismo, da Secretaria de Fazenda, da Superintendência Federal da Agricultura, do Banco do Brasil e dos produtores.

admin
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