Os professores das universidades públicas federais terão um aumento médio de 18%, com efeito retroativo a 1º de maio. O reajuste é uma tentativa do governo federal de acabar com a greve que atinge as universidades do país.
Apesar de não ter havido acordo entre o governo e o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), que reivindica equipararação dos valores entre aposentados e docentes na ativa ainda neste ano, o que representaria um gasto de mais R$ 70 milhões, o Ministério do Planejamento informou que vai pagar o reajuste ‘em respeito aos professores e visando o fortalecimento da universidade pública’.
Até a próxima sexta-feira (20), será publicada uma medida provisória concedendo o reajuste aos cerca de 73 mil professores das universidades federais. Os índices a serem concedidos variam entre 10,15% e 34,91%.
Para chegar a esses percentuais, os Ministérios do Planejamento e da Educação conseguiram aumentar de R$ 230 milhões para R$ 372 milhões os recursos orçamentários destinados ao reajuste da categoria em 2004. Isso significa que haverá necessidade de incluir no Orçamento para 2005 recursos suplementares de R$ 160 milhões, uma vez que o custo anualizado é de R$ R$ 532 milhões.
Essa foi a 13ª reunião de negociação entre as duas partes. Os servidores rejeitaram a proposta do governo, que resolveu pagar o aumento assim mesmo.
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