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PT rebate acusações de revistas

fev 26, 2004 | Geral

 

O presidente nacional do PT, José Genoino, e o Diretório Regional do PT do Rio Grande do Sul rebateram na última sexta-feira as acusações veiculadas nas revistas semanais Época e Veja. No primeiro caso, a publicação diz que o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz teria mantido encontro com um bicheiro em 2003, e não apenas em 2002, quando foi gravada em vídeo uma conversa sua com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Genoino afirmou que a reportagem não acrescenta nenhum fato de irregularidade praticado pelo ex-assessor, uma vez que não apresenta o conteúdo das conversas que este manteve com o bicheiro e com diretores da multinacional Gtech, empresa que discutia a renovação de um contrato para operar loterias da Caixa Econômica Federal (CEF).

Genoino aponta que a própria revista Época informa, por meio de uma entrevista com o presidente da CEF, Jorge Mattoso, que não houve nenhum contato entre ele ou qualquer outro diretor do banco com Waldomiro Diniz. A revista informa, ainda, que a CEF foi obrigada a renovar o contrato com a Gtech por causa de uma decisão judicial, e que não houve nenhum tráfico de influência por parte de ninguém. O contrato, aliás, havia sido desfeito e a CEF pretendia fazer nova licitação porque não conseguiu negociar uma redução de custos. Mas, diante de decisões judiciais, a Caixa, segundo Mattoso, ficou aprisionada ao contrato com a Gtech.

“PT mantém sua postura coerente. Nossa posição de que não existe até o momento irregularidade durante o período que ele exerceu a função continua de pé”, afirmou Genoino. “Além disso, o governo tem um inquérito aberto, a Polícia Federal e o Ministério Público estão agindo, e uma comissão de sindicância foi aberta por determinação do presidente Lula. Portanto, o governo está agindo com rapidez e com total transparência”, continuou.

Veja – Sobre a reportagem da revista “Veja“, Genoino desqualifica o autor das denúncias, José Vicente Brizola, que foi diretor da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul no governo Olívio Dutra. Segundo o presidente do PT, ele está ressentido por não ter conseguido um cargo no governo federal. Brizola diz que foi obrigado a intermediar pedidos de dinheiro para um suposto caixa dois da campanha petista.

O PT do Rio Grande do Sul emitiu nota oficial em que critica o fato de não ter sido procurado pela reportagem da revista para dar sua versão dos fatos, e abriu sindicância para apurar as acusações. Segundo a direção regional do partido, “as acusações não passam de assuntos requentados, uma onda de denuncismos contra o PT e seus dirigentes. Quem o faz terá que provar e responder criminalmente sobre mais esta leviandade, motivada por razão vil, sem nenhum compromisso com o projeto partidário, a não ser seu interesse próprio, já que o mesmo havia, durante 2003, pleiteado emprego no governo federal. Não atingindo o seu objetivo, passou a fazer ameaças, através de e-mail, redigidos nas madrugadas, a várias pessoas do partido”.

CPI – O líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), afirmou que a oposição não tem autoridade para cobrar a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar o caso Waldomiro Diniz. Em referência a uma entrevista concedida pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), Chinaglia disse que não se pode pôr em dúvida a lisura das investigações realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público como argumento para justificar a instalação da CPI.

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