Estudo feito a partir do resultado do vestibular 2003 da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) indica que a renda e a condição social tendem a ser mais significantes nas aprovações do que as escolas, ao menos no processo seletivo dessa instituição.
A importância da condição social no ensino foi apontada recentemente também no Enem (Exame Nacional de Cursos). Os formandos do ensino médio que disseram possuir TV, computador, acesso à internet, carro e telefone tiveram, em média, 22 pontos a mais (63 a 41) na prova objetiva do que aqueles com pouco ou sem nenhum acesso a esses artigos. A escala vai de zero a 100.
O levantamento da UFMG procurou separar a contribuição das escolas (com mais de 100 inscritos no vestibular) da do ambiente social que envolve o estudante. O resultado mostrou que a maioria das instituições não contribuíram significamente para a aprovação dos estudantes (51% ficaram entre abaixo ou muito abaixo do esperado, 34% ficaram apenas dentro do esperado e 15% acima ou muito acima do esperado). Por outro lado, foi explícita a vantagem dos vestibulandos com melhores condições socieconômicas.
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