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Sindicatos e universidades protestam contras reformas

nov 25, 2004 | Geral

Várias entidades sindicais, especialmente as ligadas ao ensino superior, promovem hoje na capital federal a Marcha à Brasília. O objetivo do ato, que deve começar por volta das 11h30 a partir da catedral da Esplanada dos Ministérios, é protestar contra as reformas sindical, trabalhista e, principalmente, a universitária. O local conta com reforço policial.

O secretário-geral do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Márcio de Oliveira, entidade que organiza a manifestação, estimou em 10 mil o número de presentes, cinco mil a menos que o previsto.

“É muito importante o protesto em relação à proposta de reforma universitária. Ela, como é hoje, desvia recursos públicos para financiar o setor privado da educação superior em detrimento da universidade pública, o que se evidencia, por exemplo, na medida provisória que instituiu o Prouni”, afirma o presidente da Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo), professor Américo Kerr.

O protesto deve terminar por volta das 14h30 em frente ao MEC (Ministério da Educação). Antes de chegar ao destino final, o grupo, acompanhado de dois carros de som, prevê paradas no Itamaraty, no Congresso Nacional, Ministério da Reforma Agrária e Ministério do Trabalho.

Bandeira

Em janeiro de 2004, quando Tarso Genro assumiu o comando do MEC (Ministério da Educação) no lugar de Cristovam Buarque, o governo federal elegeu como uma de suas prioridades a chamada reforma universitária.

A pasta, assim, sugeriu uma série de mudanças, propostas e o estabelecimento de novas regras para regular o ensino superior público e privado no país. Um documento com o resumo dos objetivos do MEC para a área foi divulgado por Tarso Genro em agosto, fomentando elogios e críticas por diversos setores da sociedade: alunos, docentes, dirigentes e pensadores.

Segundo o MEC, a reforma universitária proposta pelo governo foi pensada com base no Plano Nacional de Educação, elaborado para o decênio 2001-2010. Ele determina que, ao final do período, sejam ofertadas matrículas em cursos superiores correspondentes a 30% da população de jovens entre 18 e 24 anos. Para tal objetivo ser alcançado, será necessário dobrar a população com essa idade que ocupa os bancos universitários nos próximos seis anos.

admin
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