O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, garantiu nesta segunda-feira que a Polícia Federal vem atuando com firmeza desde que os conflitos agrários começaram a eclodir no país. Ele advertiu que muitos desses crimes nem sempre têm ligação com a terra: são questões de pistolagem, como o assassinato de sete trabalhadores rurais e de um fazendeiro, em São Félix do Xingu (PA), ou passionais.
Depois de participar da solenidade de abertura dos cursos de Formação Profissional de Policiais Federais, na Academia Nacional de Polícia, Bastos reafirmou que o governo não vai admitir nenhum tipo de infração à lei no campo. Segundo o ministro, todos os locais de conflito estão sendo mapeados pela PF, que tem atuado de forma “prudente, com o objetivo de pacificar e não de acirrar o clima de tensão”.
Segundo Thomaz Bastos, a questão é social, não de polícia: “é uma questão social que decorre de décadas de falta de distribuição de renda e de falta de crescimento do país”.
Crítica – O coordenador do Movimento dos Sem-Terra (MST) João Pedro Stédile voltou a criticar, nesta manhã, a política agrária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o seminário ‘A inclusão social pelo trabalho decente e pelo sistema de fomento’, Stedile disse que o programa ainda tem como base o modelo neoliberal.
No final da palestra, Stédile pediu ao presidente do BNDES, Carlos Lessa, para financiar a reforma agrária capacitando melhor os técnico agrícolas.
Fonte: Diário do Grande ABC
Publicado em 22.09.2003
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