Em debate promovido na sexta-feira pela TV Câmara, o ministro do Trabalho,
Jaques Wagner, disse que o foco da reforma trabalhista é a inclusão social.
Ele destacou que desde o final de julho o Fórum Nacional do Trabalho, formado
por representantes do poder público, de empresários e trabalhadores, está
discutindo as mudanças na legislação trabalhista. “Vale ressaltar que o governo
não é protagonista dessa reforma, que é uma discussão entre capital e trabalho.
O que fazemos é atuar como equilíbrio na correlação de forças”, salientou.
Segundo ele, é a primeira vez que as mudanças na legislação trabalhista serão
produto da negociação e do entendimento. Ele explicou que o Fórum foi dividido
por grupos temáticos, cujos resultados poderão ser enviados ao Congresso por
partes. Wagner disse que a expectativa é que o capítulo que aborda a estrutura
sindical chegue ao Congresso em outubro ou novembro.
Para a deputada Doutora Clair (PT-PR) é preciso ter muito cuidado ao reformar a
legislação neste momento de crise e elevado índice de desemprego. “A corda
sempre arrebenta do lado mais fraco. É preciso deixar claro que os acordos e as
convenções coletivas não poderão se sobrepor à legislação e à Constituição”,
entende a deputada, que é advogada trabalhista.
0 comentários