O delegado Luiz Fernando Lopes Teixeira, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) relatou à Justiça o inquérito que apura as mortes de sete moradores de rua ocorridas em agosto no centro de São Paulo. Com isso, nos próximos dias, o Ministério Público deve acusar formalmente três suspeitos –dois deles são policiais militares.
Na última quinta-feira, o juiz Rui Porto Dias, do 1º Tribunal do Júri, decretou a prisão preventiva dos soldados Marcos Martins Garcia e Jayner Aurélio Porfírio, que cumpriam prisão temporária desde o dia 16 de setembro.
O terceiro suspeito é Francisco Luiz dos Santos, que também teve a prisão preventiva solicitada. No entanto, a Justiça ainda não se pronunciou. Ele cumpre prisão temporária.
Mortes
As agressões contra os moradores de rua ocorreram nos dias 19 e 22 de agosto. Sete morreram, todos golpeadas na cabeça. Outros oito ficaram feridos.
Para a polícia, os alvos dos criminosos eram alguns moradores de rua que sabiam do envolvimento dos PMs com as drogas, e o objetivo seria cobrança de dívidas ligadas ao tráfico ou “queima de arquivo”. Porém, outros moradores de rua também teriam sido atacados para prejudicar as investigações.
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