O grupo dos 112 dissidentes do Partido dos Trabalhadores, que aproveitaram o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, para anunciar a saída do partido, espera que esse número aumente para 400 em um mês. O economista Plínio de Arruda Sampaio Júnior, que estava há 25 anos no PT, afirmou que está conclamando outros petistas a se unirem aos descontentes.
O grupo se reuniu no sábado à tarde para debater alternativas para a vida fora do partido na sede do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), em Porto Alegre. Na ocasião foi feito um Manifesto de Ruptura.
O documento enumera 13 motivos para largar o PT, entre os quais afirma que o partido deixou de ser um instrumento da transformação social para tornar-se um instrumento de manutenção do status quo, deixou de defender os trabalhadores para comprometer-se com o capital, escolheu seu lado e subordinou-se ao FMI, não tem mais disputas porque eliminou a democracia interna e entrou em tal estado de degeneração política e moral que já não tem como voltar a ser o que era.
No manifesto, os ex-petistas também dizem que o ciclo que fundou o partido e liberou energias revolucionárias no final dos anos 70 chegou ao fim agora.
A articulação também contou com o sindicalista Jorge Luís Martins, da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), com os sindicalistas Santino Arruda Silva (RN) e Carlos Campos (MG) e os economistas Reynaldo Gonçalves (RJ), Nildo Ourique (SC) e Paulo Gomes (MG).
Fonte: Redação Terra
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