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Estudo descobre novas ameaças a centros de biodiversidade

fev 3, 2005 | Geral

Um recente estudo mundial identificou mais nove áreas de grande diversidade ecológica que estão sob ameaça e que juntas abrigam grande parte das espécies de plantas e animais sob risco.

“Nove locais foram identificados, entre os quais um que atravessa a fronteira do México com os EUA, um no sul da África, e um que abrange todo o Japão”, afirmou o grupo Conservação Internacional, que participou da elaboração da análise.

As descobertas elevam para 34 o número de locais importantes identificados por cientistas do mundo como ameaçados.

Nesses locais vivem 75 por cento dos mamíferos, pássaros e anfíbios ameaçados, cujos habitats frágeis agora cobrem apenas 2,3 por cento da superfície da Terra.

Essas áreas abrangiam, no passado, quase 16 por cento do planeta, fato que por si só dá a dimensão da ameaça representada pela atividade humana.

Quase 400 cientistas e outros especialistas participaram do estudo de quatro anos, descrito em um livro intitulado “Hotspots Revisited” (revisão sobre locais-chave) e lançado na quarta-feira.

Dois fatores centrais determinam a identificação desse tipo de local: uma grande concentração de espécies endêmicas (presentes apenas ali) e um alto grau de devastação.

A área formada pelas ilhas de Madagáscar e do oceano Índico, por exemplo, possui 24 famílias de plantas e de vertebrados que não são encontradas em nenhum outro lugar da Terra.

Alguns desses locais possuem menos de 10 por cento de sua área original, o que significa que, provavelmente, eles contiveram espécies não-identificadas e que se perderam para sempre.

“Esses centros de biodiversidade são salas de emergência ambientais de nosso planeta. Precisamos agir com decisão a fim de evitar a perda desses armazéns insubstituíveis de formas de vida”, disse Russell Mittermeier, presidente do Conservação Internacional.

admin
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