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Mulheres são maioria entre os “consumidores conscientes”

mar 17, 2005 | Geral

Mulheres de classes A e B acima dos 35 anos. Esse é o perfil do consumidor que procura por produtos do chamado “comércio justo”, uma atividade econômica que tem como objetivo garantir o desenvolvimento por meio da geração de oportunidades para produtores e trabalhadores marginalizados.

Segundo a “Pesquisa Mundial de Comércio Justo”, divulgada hoje pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), na comparação com todo o comércio mundial, o comércio justo representa apenas 0,1%.

No entanto, a taxa de crescimento desse tipo de atividade foi de 18% ao ano entre 1997 e 2002. Somente em relação ao alimentos e bebidas, foram 77,3 milhões de toneladas comercializadas em 2003. A previsão é chegar a 150 milhões de toneladas até 2007 (o equivalente a US$ 1 bilhão).

No Brasil, esse tipo de atividade ainda é pouco representativa, mesmo se comparado a outros países em desenvolvimento. O país representa menos de 4,5% do número de produtores certificados na América Latina.

Destaca-se a venda de banana-passa e derivados de soja orgânica (leite e óleo) para a Suíça e a exportação de artesanatos para a Europa.

Matéria-prima

Os europeus são os grandes consumidores de alimentos que trazem o selo de “comércio justo”. Reino Unido, Suíça, Alemanha e Holanda são os principais mercados consumidores.

A maior parte das vendas do comércio justo são produtos in natura para serem processados nos países compradores ou de frutas frescas. Segundo o relatório, esse fato é motivo de crítica de algumas entidades, para as quais esse processo mantém os produtores como mero fornecedores de matéria-prima.

Entre os principais produtos que já possuem certificação estão a banana e o café. Juntos, os dois produtos representam 89% do mercado mundial de comércio justo (62% e 27%, respectivamente). Têm ainda destaque o cacau/chocolate (2,7%), suco de frutas (2,4%), chá (2,2%), mel (1,7%) e açúcar (1,2%).

Além de empresas especializadas, o relatório destaca a participação de marcas tradicionais, como das norte-americanas Starbucks e Procter & Gamble e da rede francesa Carrefour.

Segundo o estudo, nem sempre esses produtos são mais caros que os de marcas tradicionais. Apenas cerca de 20% das pessoas disseram ver nos preços com uma limitação. Entre os principais motivos que afastam os consumidores ainda estão a falta de disponibilidade e a falta de familiaridade com as marcas.

admin
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