Após duas semanas de espera, a Câmara deve instalar nesta quarta-feira a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar fraudes na privatização do setor elétrico.
A expectativa é de que a CPI já comece a funcionar e sejam eleitos, ainda na quarta-feira, o presidente e os três vice-presidentes dos trabalhos. O principal problema da CPI é a indicação de um relator.
O nome indicado pelo PMDB e acatado pelo presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti, (PP-PE) foi o do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA). O deputado paraense, após uma série de críticas à sua indicação, resolveu renunciar e afirmou que não teria condições de desenvolver o trabalho que gostaria.
“Se for para relatar, é para fazer um trabalho sério. Apontar os culpados e levá-los às barras da Justiça. Em hipótese alguma jogar lixo para debaixo do tapete ou apadrinhar alguns envolvidos que têm alguma espécie de amizade com integrantes da CPI”, justificou Costa.
A CPI foi criada a pedido do deputado João Pizzolatti (PP-SC). Segundo o congressista, seu requerimento para a instalação da comissão se baseou em um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União).
Este relatório aponta irregularidades no financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a venda da Eletropaulo, adquirida pela empresa norte-americana AES, em 1998.
0 comentários