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Amazônia perde 6% de suas matas em um ano

maio 19, 2005 | Geral

A Amazônia perdeu 26.130 quilômetros quadrados de área de floresta entre agosto de 2003 e agosto de 2004. O número ficou acima do que previra o governo. Em 2004, a previsão era de que a taxa de desmatamento cresceria somente 2%, mas o índice consolidado registrado foi de 6%, igual ao do período 2002-2003. “É um número bem acima do que esperávamos”, admitiu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. “Mas acreditamos que, no próximo levantamento, os dados já serão diferentes”.

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, comparou os dados de 2004 com os do governo anterior: “Estávamos andando num carro que ia a 27 quilômetros por hora. Já conseguimos reduzir a velocidade para 6 quilômetros horários”, disse, referindo-se à taxa de crescimento do desmatamento entre 2001 e 2002, que era de 27%. “A redução do desmatamento não se faz da noite para o dia. Vamos continuar trabalhando.”

O levantamento apresentado ontem mostrou que Mato Grosso foi o responsável pela maior extensão de desmatamento: 12.586 quilômetros quadrados, o que representa acréscimo de 20% ao número apresentado no levantamento anterior. Em segundo lugar veio o Pará, com 6.724 quilômetros quadrados. Apesar de ainda apresentar uma grande extensão de área desmatada, o Pará foi a boa surpresa do levantamento: o ritmo de desmatamento foi reduzido em 2%, ante levantamento anterior. Tocantins também apresentou queda expressiva: 44%. No Amazonas, a redução foi de 39% no ritmo do desmatamento. Além de Mato Grosso, Rondônia teve aumento considerável no índice de desmatamento: 23%.

A cidade de Aripuanã (MT) foi a campeã da devastação: 346,51 hectares. Em seguida, vêm Novo Progresso (PA), com 311,42 hectares de floresta destruída, e Altamira (PA), com perda de 290,6 hectares.

admin
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