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Esquerda do PT quer mudança de rumo e Meirelles fora

jun 9, 2005 | Geral

O candidato à presidência do PT, Markus Sokol, da tendência O Trabalho, ala da esquerda do partido, defendeu a mudança da política econômica do governo Lula, da mudança da política de alianças e a saída de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central. “Está na hora de abandonar essa política. São três anos de superávit fiscal a qualquer custo com esses aliados. Está na hora de abandonar isso, inclusive o presidente do BC”, ressaltou ele, enfatizando ainda que as denúncias feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) exigem que a direção petista faça “um exame consciencioso da situação”.

Sobre a possibilidade de o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, deixar o posto, Sokol foi cauteloso. Ele insistiu na necessidade de Delúbio primeiro apresentar explicações. “Houve acusações. Então, temos de ouvir o acusado.” Na avaliação de Sokol, se o governo insistir nessa política de alianças, episódios como esse [denúncias] vão se repetir. Para o candidato à presidência do PT, os atuais aliados se comportam como adversários. Sokol também fez críticas à oposição. “A Era FHC é a fábrica maior de corrupção, privatização e ladroagem”, atacou.

O secretário sindical do PT, João Felício, defendeu a instalação da CPI do “mensalão”, para que ocorra uma ampla investigação das denúncias de Jefferson. “Agora, é CPI até a morte, até do “mensalão” e, inclusive, para chegar ao governo anterior”, defendeu ele, ao chegar para a reunião extraordinária da sigla.

Felício também saiu em defesa de Delúbio e afirmou ser contra um eventual afastamento do tesoureiro. “Não há prova contra ele. Então, não há razão para que o companheiro Delúbio seja afastado”, comentou. Ele disse que espera que o deputado Roberto Jefferson apresente as provas que afirma ter. “Se ele tem provas, que as apresente. Todo mundo conhece a história dele, o que a figura dele representa. Não posso me balizar no que ele diz”.

admin
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