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OIT elogia ações do país no combate ao trabalho escravo

dez 18, 2003 | Geral

 

O Brasil já resgatou este ano mais de 4.800 trabalhadores submetidos a regime de escravidão. O elevado número de resgates foi reconhecido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), que elogiou o empenho brasileiro no combate ao trabalho escravo. “Nunca houve tantos resgates quanto no ano de 2003, o dobro do ano passado, e nunca foram apresentadas tantas denúncias criminais e realizadas tantas prisões preventivas e temporárias com relação ao trabalho escravo como neste ano”, comemorou a coordenadora nacional do Programa de Combate ao Trabalho Escravo da OIT, Patrícia Audi.

Pará e Bahia são os estados onde mais foram encontradas pessoas em situação de escravidão. Segundo o coordenador Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, Luís Antônio Camargo de Melo, o oeste da Bahia apresenta um novo foco de exploração. Em operações realizadas entre julho e setembro mais de mil trabalhadores foram resgatados na área.

Patrícia Audi chamou a atenção para o lançamento do plano de erradicação do trabalho escravo; para a criação da Frente Parlamentar de Erradicação do Trabalho Escravo na Câmara dos Deputados; e para as varas itinerantes de combate ao trabalho escravo. Destacou ainda a divulgação da lista “suja” do governo, com 52 empresas que utilizavam mão de obra escrava e agora não podem mais receber financiamento público.

Um balanço da atuação contra o trabalho escravo no país foi realizado na última terça-feira por representantes das Procuradorias Regionais do Trabalho. Para o próximo ano, o Coordenador Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, Luís Antônio Camargo de Melo, adiantou que o Ministério Público do Trabalho quer interiorizar a instituição como forma de ampliar o atendimento a trabalhadores submetidos à escravidão. “Para nós é imprescindível que os procuradores desenvolvam as suas atividades cotidianas nos municípios do interior porque é lá que encontramos principalmente estas denúncias de forma mais grave, mais contundente”, disse.

Homens jovens e adultos, extremamente carentes, analfabetos, sem documentos, cujo único capital que têm a oferecer é a força bruta. Esse é o perfil do trabalhador escravo brasileiro. Segundo levantamento da OIT, essas pessoas realizam principalmente atividades de desmatamento e derrubada da floresta Amazônica para o plantio de pastos, o comércio da madeira ou para atividades agrícolas.

admin
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