Defendendo o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul, com geração de emprego, aliado à preservação ambiental e o trabalho em consonância com os direitos humanos, o deputado estadual Pedro Kemp (PT), líder do seu partido na Assembléia Legislativa, ocupou a tribuna na sessão desta terça-feira, dia 3 de abril, para iniciar um debate sobre as perspectivas de implantação de usinas de álcool em Mato Grosso do Sul. Matérias divulgadas pela imprensa local dão conta de que pelo menos 40 empresas devem se instalar no Estado nos próximos anos, o que solicita, via de regra, um debate aprofundado sobre os impactos positivos e negativos dessa nova matriz energética.
Em seu pronunciamento, Kemp lembrou a conjuntura nacional e internacional favorável para a implantação de novas usinas de álcool no Estado, no entanto, fez um alerta para uma série de impactos que serão gerados com a ampliação do parque industrial voltado para a produção do combustível alternativo. “Por exemplo, semana passada tivemos conhecimento de uma denúncia que chegou a DRT (Delegacia Regional do Trabalho), sobre o trabalho análogo à escravidão em uma usina de álcool no Sul do Estado. De lá foram libertados pela equipe da DRT 409 trabalhadores que desenvolviam suas atividade em condições precárias, em condições degradantes”, enfatizou o parlamentar, lembrando que ainda recentemente a imprensa nacional divulgou a morte de um homem que por exaustão morreu durante o trabalho no corte de cana. “Nessa mesma matéria, uma mulher relatava que estava ali para alcançar um sonho: ter uma casa própria. No entanto, ela precisava cortar uma tonelada de cana para receber R$4,50”, completou.
Ao ser aparteado pelos deputados Paulo Duarte e Amarildo Cruz, ambos do PT, Júnior Mochi (PMDB), Reinaldo Azambuja e Márcio Fernandes, ambos do PSDB, Pedro Kemp reafirmou que é favorável ao desenvolvimento do Estado, com a criação de novos empregos, e geração de alternativas diferentes do binômio soja e boi, que há pelo menos três décadas sustentam a economia sul-mato-grossense. “Nós queremos o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, mas nós queremos também um Estado que seja reconhecido como uma unidade da federação que respeite os direitos humanos”, finalizou. Ao concluir seu aparte, Pedro Kemp afirmou que pretende nos próximos dias propor uma audiência pública ou seminário sobre as alternativas econômicas para o Estado.
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