Começou a funcionar o novo sistema operacional no aterro sanitário de Campo Grande. São 12 baías, ou seja, telas que se assemelham a estrutura de uma pequena garagem, porém móveis, nas quais os caminhões de lixo entram para despejar todos os dejetos. Cada baia terá capacidade para receber o volume transportado por três veículos e, só depois das três descargas, o local será liberado para os catadores.
Dessa forma, os “garimpeiros”, que além da situação a qual estão sujeitos também correm risco de ser atropelados, terão um pouco mais de segurança. A medida foi tomada após os últimos acidentes que desde o mês de dezembro resultaram em três mortes. A empresa que faz a coleta de lixo em Campo Grande, os motoristas da Vega engenharia ambiental, também ameaçaram greve caso o Município não tomasse providências no que diz respeito a proteção no local.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a operação feita nesta manhã no local, primeiro dia do novo sistema que contou com a ajuda da Polícia Militar, os pais foram esclarecidos sobre os impedimentos legais, para que mantenham os filhos com idade inferior a 18 anos naquela área.
Na chegada ao aterro, a primeira providência foi reunir os catadores para repassar as informações. Tanto o coronel Amauri Alcântara, coordenador dos trabalhos pela PM, quanto os funcionários da Vega Engenharia Ambiental e os técnicos da SAS fizeram questão de ressaltar a necessidade de implantar medidas que ofereçam segurança para as pessoas que freqüentam o local diariamente. Na semana passada, um adolescente morreu atropelado, quando despencou de um caminhão de coleta que fazia descarga de lixo no aterro.
“Nosso objetivo é garantir a integridade física de vocês, para que não ocorram mais acidentes aqui”, afirmou Elcio Terra, supervisor de unidade da Vega. A partir de hoje, os catadores também estão proibidos de se aproximar da esteira, enquanto a compactação do lixo estiver sendo feita. A empresa responsável pela coleta também determinará os locais permitidos para os compradores de materiais recicláveis.
Além de técnicos da Secretaria Municipal de Assistência Social, a operação teve a presença de policiais militares e de representantes do Conselho Tutelar Norte, do SOS Criança, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Ministério Público. Antes de saírem da Unidade Mista de Segurança, os PMs foram orientados a agir com educação e respeito pelas pessoas que estariam no lixão. “Como deve ser toda ação policial”, reforçou o capitão Hélio Gauto. Informações da assessoria de imprensa da Prefeitura.
(Jacqueline Lopes)
0 comentários