O deputado Pedro Kemp (PT) provocado pelos discursos e apartes da bancada ruralista na Assembléia Legislativa esta manhã, fez forte defesa da Comissão Pastoral da Terra e dos movimentos sociais. Conforme declaração do deputado Zé Teixeira (PFL), a CPT não faria parte da Igreja católica e a atitude do Bispo D. Tomás Balduíno, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, seria de conivência e incitação a luta no campo.
Diante da força da campanha de criminalização dos movimentos sociais, Kemp pediu a palavra e declarou que a CPT defende, assim como ele, os pobres do Brasil.
“Se temos hoje produção rural nos assentamentos, retorno de famílias para o campo, e um processo mesmo que lento de reforma agrária é por conta da pressão dos movimentos sociais. Sem eles a reforma agrária nesse país não teria andado um milimetro; sem a luta dos movimentos sociais a reforma agrária neste país não teria dado um único passo”, disse.
“Se hoje existem tencionamentos no campo é porque a reforma agrária não está andando”, afirmou, “e nesse sentido pedimos que o presidente Lula priorize a reforma agrária como forma de pôr fim a luta no campo”.
Kemp também aproveitou sua fala no período da sessão legislativa denominado explicações pessoais para homengear as famílias acampadas que lutam pela justiça no campo.
“Quero também, prestar uma homenagem aos movimentos sociais; porque não é fácil para um pai de família pobre permanecer na beira de uma estrada para reivindicar um pedaço de terra para produzir e correr risco de vida”.
A agricultura familiar no Brasil ocupa 58 milhões de hectares enquanto a agricultura patronal detém 150 milhões de hectares. Mesmo assim, as unidades familiares são as principais responsáveis pela produção de carnes suínas e de aves, leite, ovos, batata, trigo, cacau, banana, café, milho, feijão, algodão, tomate, mandioca, laranja e diversos outros produtos no país, só perdendo para a patronal na produção de carne bovina, cana-de-açucar, arroz e soja.
Assessoria de Imprensa Dep. Estadual Pedro Kemp (PT)
0 comentários