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Kemp: Brasileiros devem se assustar com a miséria

abr 22, 2004 | Geral

Para líder do PT na Assembléia, o mês de abril é preocupante pelas grandes decisões que país deve tomar em favor da reforma agrária e da demarcação das terras indígenas; nesse sentido, os movimentos sociais cumprem papel fundamental ante o Governo e a população

Para o deputado líder do PT na Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Pedro Kemp, o abril vermelho não deve assustar os brasileiros, para ele, a crise está em se seguir o caminho certo para a justiça no campo.

“Não creio que o momento seja preocupante em virtude das ações dos movimentos sociais. Ele é difícil por conta das decisões que devemos tomar; o povo brasileiro tem sim o direito de assustar, mas que seja prioritariamente com a miséria daqueles que despossuídos de seus direitos lutam pela justiça no campo, ‘os pobres do campo e da cidade’ como os índios e os trabalhadores rurais” afirmou.

Citando sua participação em caminhada indígena no dia 19 de abril, no Município de Amambaí, na qual estava presente uma das lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o economista João Pedro Stédile, Pedro Kemp, disse que é papel dos movimentos sociais ajudarem o Governo a realizar a reforma agrária de fato.

“Os 26 mil grandes proprietários rurais, o que significa 1% dos proprietários dos 5 milhões de proprietários rurais, detêm 46% de todas as terras. Essa realidade faz com que o Brasil seja campeão mundial da exclusão”.

O deputado também criticou a política agrária do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apresentando dados do Censo dos Assentados realizado pela USP e dirigido pelo Professor Plínio de Arruda.

“O abril é um mês pela de mobilização para que a Constituição seja cumprida e esperamos que o povo brasileiros não se assuste, mas apóie os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária diferente das demais e pela demarcação das terras indígenas. De fato o que nos deve assustar deve ser a fome, o desemprego e a miséria”, concluiu.

admin
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