Número de casos de índios infectados têm aumentado em várias regiões do Estado
Novos casos confirmados de doenças sexualmente transmissíveis, entre a população indígena, começam a preocupar as autoridades da áera de saúde do Estado. Ao todo são 13 índios adultos e duas crianças infectados com o vírus da aids. Conforme levantamento da Coordenação Estadual de DST/Aids o primeiro caso foi registrado em 1995. No ano passado, cinco índios morreram devido à doença, entre eles uma criança. Este ano a coordenação registrou dois óbitos.
A técnica na área de epidemiologia Suzane vargas explica que podem existir mais casos da doença , entre os povos. Isso porque, mesmo com a obrigatoriedade da notificação, muita informação acaba se perdendo. De acordo com a técnica de prevenção de DST, Elizabeth Beatriz Moreto, a Secretaria de Estado de Saúde atua em parceria com a Fundação Nacional de Saúde para o controle de doenças. O trabalho da Secretaria consiste em capacitar equipes do Programa de Saúde da Família, que por sua vez deverão instruir os agentes indígenas que realizam o trabalho direto com a comunidade. “Isso acontece porque os índios tem uma cultura totalmente diferente da nossa, por essa razão a abordagem também precisa ser diferente”, explica Moretto.
O preservativo, um dos meios mais eficazes de evitar as DSTs, também é distribuído à Funasa através da secretaria . “Temos alcançado nossos objetivos, existam vários problemas”, revela.
Segundo a enfermeira da Funasa, responsável pelo Programa DST/Aids, èrika Kaneta, o aumento do número de casos de índios infectados pelo vírus da aids mostra que o MS está na frente de muitos estados no combate e controle da doença. O projeto existe há três anos e apresenta bons resultados. “Costumam dizer que temos vários casos da doença entre os índios, mas é porque saímos na frente e começamos a detectar e registrar os casos antes de outros estados”, declara Kaneta.
Contaminação – A proximidade das aldeias indígenas das cidades tem contribuído para facilitar o contágio com o vírus HIV. Em Dourados e Caarapó, os índios são encontrados em campanhia de garotas de programa. Caminhoneiros que trafegam pela estrada que corta a aldeia dos Kaiowá-Guarani são vistos abordando as índias, inclusive menores, para a prática sexual.
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