A bancada do PT irá conversar com o governo e com partidos da base aliada sobre uma eventual margem de negociação para o salário mínimo. A idéia é avaliar a possibilidade de elevar o valor, reajustado no último dia 1º de maio de R$ 240 para R$ 260.
A afirmação foi feita ontem pelo líder do partido, deputado Arlindo Chinaglia (SP). Ele destacou, no entanto, o apoio da bancada petista ao governo. “Historicamente, a bancada é e continua sendo favorável a um salário mínimo maior, pela dimensão social que o salário mínimo tem. É uma causa justa, mas somos solidários ao governo”, disse.
“Vamos procurar o governo para saber qual a margem que temos. A bancada quer mais, mas tenho certeza de que governo está agindo com responsabilidade”, avaliou. A intenção das reuniões, destacou, é extrair mais informações do governo sobre o reajuste. No entanto, disse trabalhar com a possibilidade de que o governo, ao anunciar o valor, tenha dado sua palavra final. “Trabalho com a idéia de que esta é a posição do governo, mas vamos conferir. Por dever de ofício, vamos conversar com o governo e com a base aliada. Não podemos ter uma atitude de criar expectativa indevida”, destacou.
Contratações – Pela manhã, em entrevista à Rádio CBN, o líder rebateu as críticas de parlamentares da oposição às contratações promovidas pelo governo por intermédio de cargos de confiança. Segundo Chinaglia, em lugar de fazer contratações por meio de organismos internacionais, mas pagas pelo Estado brasileiro, como as realizadas pelo governo anterior, é mais transparente contratar com conhecimento sobre o contrato e o contratado. Ele também lembrou que o governo do PT não trabalha com a idéia de um Estado mínimo, mas sim com sua adequação às necessidade do país, incluindo a contratação por concurso públicos em áreas vitais, como Receita Federal.
IR – Sobre uma eventual correção na tabela do Imposto de Renda, Chinaglia disse que o PT é historicamente favorável à proposta, mas destacou que o tema é sensível. Segundo o líder, os bancos deveriam pagar uma alíquota maior do imposto. “Historicamente somos favoráveis ao reajuste da tabela, mas não é um tema fácil. Na minha opinião os bancos pagam menos do que aquilo que corresponde a seus lucros”, disse. Segundo Chinaglia, o importante é que os bancos paguem “proporcionalmente a seus ganhos”, ou, pelo menos, igual ao recolhido pelas empresas do setor produtivo.
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