Como parte da campanha nacional “O Brasil quer trabalhar”, Coordenação dos Movimentos Sociais pretende montar acampamentos de desempregados em no mínimo sete capitais entre 12 e 16 de julho.
São Paulo – A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), rede que congrega organizações como a CUT, o MST e a UNE, planeja, para meados deste mês, a arrancada de sua mobilização nacional contra o desemprego, bandeira prioritária dos movimentos sociais para este ano. A ação que lança a campanha “O Brasil quer trabalhar”, a ser realizada simultaneamente nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal entre os dias 12 e 16 deste mês, prevê, além do cadastramento massivo de desempregados, a ser encaminhado posteriormente ao governo federal, várias marchas de protesto, entrega de reivindicações para governos estaduais e municipais, e a organização dos “acampamentos dos desempregados e excluídos”.
Em São Paulo, entidades como as pastorais sociais da Igreja, o MST, o Fórum dos Desempregados e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) estão cadastrando cerca de 500 desempregados para o acampamento, que será montado na Avenida Paulista no dia 15. De acordo com a coordenação da CMS, o número é reduzido em função da capacidade do espaço, mas atividades de debate e formação, que acontecerão nos dias 15 e 16, estarão abertas a todos.
Segundo Fátima Sandalhel, membro da coordenação estadual da CMS-SP, as marchas programadas para os dias 15 e 16 devem passar pela Prefeitura, pela Delegacia Regional do Trabalho, pelo escritório central do Governo de São Paulo, pela Federação da Industrias de São Paulo (Fiesp) e pelo prédio do Banco Central na cidade. “Essas atividades incluirão tanto a cobrança de respostas a demandas já entregues aos governos municipal e estadual, quanto o encaminhamento de novas propostas. Resumidamente, estamos pedindo a concessão aos desempregados do passe livre nos transportes coletivos, a isenção de pagamentos de serviços como água e luz e de taxas como o IPTU e de inscrição para concursos públicos”.
As atividades da CMS irão coincidir com o Dia Nacional de Mobilizações e Lutas da CUT. No dia 16, os metalúrgicos da central se unirão aos desempregados em um protesto em frente ao prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, quando entregarão a pauta de reivindicação da categoria ao empresariado. O encerramento da mobilização acontecerá em frente ao prédio do Banco Central, com um protesto contra a política econômica do governo e pela redução da jornada de trabalho, defendida pela CMS como um instrumento de geração de empregos.
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