Evento será realizado em Porto Alegre, de 28 a 31 de julho, e já tem presença confirmada de educadores de 34 países. Mais de 20 mil pessoas devem participar do encontro.
Porto Alegre – Mais de 14 mil pessoas de 34 países já se inscreveram para a 3ª edição do Fórum Mundial de Educação (FME), que será realizado de 28 a 31 de julho em Porto Alegre. As maiores delegações são as do Brasil, Uruguai, Argentina, República Democrática do Congo, Canadá, Espanha e Colômbia. Durante o evento, serão elaborados os princípios da plataforma mundial de educação, que vai apontar planos, programas e projetos educacionais em todos os níveis de ensino.
Cerca de 1.500 pesquisas e relatos (pôsteres) de experiências de educadores de vários países serão mostrados durante a 3ª edição do FME. A exposição dos pôsteres será no dia 30 de julho, das 14h às 17h. Após a apresentação, os expositores participarão de uma reunião com especialistas em cada uma das temáticas abordadas, para debater os princípios para a elaboração da plataforma.
O Comitê de Organização do Fórum definiu as 19 temáticas: Acessibilidade Urbana e Cidadania; Meio Ambiente; Cidades Educadoras; Gênero; Religiosidade; Etnias; Ações Educativas para a Paz; Trabalho, Profissionalização e Geração de Renda; Educação no Campo; O Papel da Universidade; Novas Tecnologias; Arte e Cultura; Gestão Democrática; Ações Educativas em Espaços Não-Formais: Governos, Sindicatos e Movimentos Sociais; Inclusão Educacional, Currículo e Diferença; Mídia e Educação; Ética e Educação; Educação Indígena; Estudos Culturais e Educação.
Estão previstas 50 atividades autogestionadas, que serão apresentadas em forma de pequenas conferências, oficinas, painéis, mesas-redondas e seminários para um público máximo de 500 participantes, por grupo. Essas atividades são propostas pelas entidades e organizações. A França, por meio do “Comité Sindical Francófono de Educación y de la Formación”, por exemplo, será responsável pela conferência “Solidaridad, democracia y paz: construir un otro mundo es posible”.
As experiências das escolas públicas indígenas Caingangues e do campo vinculadas aos pequenos agricultores e movimentos sociais serão mostradas na oficina Educação fundamental do campo: identidade e resistência, das Escolas Estaduais Indígenas Davi Rigio Fernandes, de Redentora, e Alcino de Mello, de Salto do Jacuí.
Já a ONG “Save The Children” discutirá em uma mesa-redonda a questão do financiamento das políticas de educação básica no mundo. As perspectivas sindicais frente aos desafios da educação é o tema do painel proposto pela Confederação dos Educadores Americanos.
As conferências, discussões temáticas, apresentação de trabalhos dos participantes e atividades autogestionadas serão realizadas no Ginásio Gigantinho, sede central do evento, no Auditório Araújo Viana e na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). O Comitê de Organização do Fórum aguarda a participação de 20 mil pessoas.
As inscrições ainda podem ser feitas na página eletrônica do Fórum Mundial de Educação. Os valores variam de R$ 20 a R$ 50. Para as pessoas que residem fora do Brasil, o pagamento será no dia 28 de julho de 2004, durante o credenciamento.
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