Pelo menos seis mil pessoas, segundo os organizadores, participaram na tarde de domingo da convenção do PT que homologou o nome do deputado federal Vander Loubet para disputar a prefeitura de Campo Grande. O encontro também serviu para apaziguar os ânimos em relação ao senador Delcídio do Amaral, que no decorrer da semana reclamou por estar isolado das discussões políticas em Mato Grosso do Sul.
O nome de Loubet foi discutido dentro do próprio partido e acabou se confirmando nas prévias, disputadas em dezembro de 2003 contra o deputado estadual Pedro Teruel.
Na corrida à Prefeitura da Capital, Vander enfrenta o principal opositor do PT em Mato Grosso do Sul, o PMDB. Para isso, conta com a própria força petista, tanto da esfera estadual como federal, o apoio dos aliados, o PP, PcdoB, PMN e PAM, bem como sua experiência política, como deputado, e administrativa, à frente da Secretaria de Infra-estrutura no governo Zeca do PT.
A meta é consolidar o PT no Estado através da Capital. Caso vá para o segundo turno, o partido já tem aliados, como o deputado estadual Antônio Cruz, do PTB, candidato em chapa pura no primeiro turno.
Entre os presentes na homologação desta tarde esteve o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Ele destacou a importância do PT continuar defendendo a inclusão social como mecanismo efetivo para consolidação da democracia no País.
“O PT tem responsabilidade com o Brasil. A sociedade deve estar organizada, uma vez que o Estado não resolve os problemas sozinho. Antes de se afirmar no mundo, o povo brasileiro deve se unir no combate às desigualdades sociais. É por isso que o Zeca foi eleito duas vezes para governar o Estado e que vamos colocar agora o Vander na prefeitura de Campo Grande,” disse Dirceu.
O ministro da Casa Civil admitiu que já subestimou a força do PT em Mato Grosso do Sul. “Antes do Zeca vencer as eleições de 1998, cheguei a dizer em uma reunião interna que o PT só ganharia em Mato Grosso do Sul o dia em que as vacas e os jacarés votassem. Graças a Deus, estava enganado. Conquistar a prefeitura da Capital é um dever para o Partido dos Trabalhadores, pois Lula pode questionar porque a legenda administra o governo, mas não a Capital,” afirmou.
O senador Delcídio do Amaral, que teve uma semana marcada por alguns arranhões em sua relação com o PT, se dizendo isolado da discussão política no Estado, fez um discurso de elogios, concluído com abraços nas principais lideranças petistas.
Amaral elogiou o trabalho desenvolvido por Zé Dirceu no governo Lula e se referiu ao governador Zeca como “meu amigo e meu irmão”. Depois de destacar a postura de Flávio Renato, presidente do PP e que vai compor a chapa com Loubet, disse que o nome escolhido pelo PT em Campo Grande tem “a cara” do partido, “não poupa esforços, trabalha dia e noite”.
“Conte com minha lealdade, com meu trabalho. Ganhamos o governo do Estado, a Presidência. Agora só falta ganhar Campo Grande”, comentou o senador, dirigindo-se ao candidato do PT.
Amaral também destacou que não guarda nenhum tipo de mágoa de seus correligionários. “Só tenho amor pra dar”, disse.
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