O Diretório Nacional do PT decidiu neste sábado pelo acolhimento do relatório da Comissão de Ética do partido que defende a expulsão do ex-tesoureiro, Delúbio Soares, dos quadros partidários.
A proposta de expulsão foi aprovada por 37 votos. Uma outra proposta, que sugeria a suspensão de Delúbio por três anos, obteve 16 votos. Houve três abstenções.
Antes dessa votação, porém, os dirigentes escolheram se acolhiam o relatório da Comissão de Ética ou se preferiam uma proposta apresentada por Markus Sokol, segundo a qual o relatório deveria ser rejeitado. Sokol não considera que a punição de um membro resolverá a questão da corrupção. “O Diretório Nacional do PT considera que são medidas de ruptura com a atual política de submissão ao FMI que podem eliminar as práticas de corrupção que corróem o PT”, sugeriu Sokol no texto que apresentou ao DN, e que foi rejeitado em votação. Três pessoas votaram pela proposta de Sokol, outras três se abstiveram e, por contraste, foi acolhido o documento da Comissão de Ética.
Segundo informa a conclusão do relatório da comissão, o ex-tesoureiro, “ao receber incumbências para executar tarefas políticas importantes, extrapolou, com suas atividades individuais, as deliberações adotadas pela direção nacional, expondo o partido a uma crise política”.
No relatório, a Comissão de Ética reconhece que deveria ter havido, por parte do conjunto da direção nacional, um maior controle sobre as tarefas atribuídas à Secretaria Nacional de Finanças, mas defende que Delúbio não adotou o devido cuidado no trato das finanças partidárias. Ainda segundo o documento, o ex-tesoureiro demonstrou uma incapacidade administrativa e improbidade no exercício do cargo que ocupava.
A Comissão de Ética afirmou ainda, em seu relatório, que a direção nacional deve adotar procedimentos de controle da arrecadação e aplicação de recursos financeiros com a finalidade de dar mais transparência às finanças partidárias.
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