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Governo sugere ciclo básico nos cursos universitários

jun 10, 2004 | Geral

Os cursos de ensino superior oferecidos por universidades públicas e privadas passarão a ter um ciclo básico obrigatório, com duração mínima de dois anos. Essa é uma das idéias apresentadas nesta segunda-feira pelo ministro Tarso Genro (Educação) para a reforma universitária.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Fernando Haddad, haverá diferentes ciclos básicos para áreas acadêmicas distintas. No entanto, cursos que tenham semelhanças curriculares terão um mesmo ciclo básico. Segundo ele, cada universidade terá autonomia para definir os cursos que serão incluídos num ciclo básico comum.

A idéia do governo é reduzir a evasão permitindo ao aluno deslocar-se mais facilmente para outros cursos após o ingresso na universidade. “Não queremos mais forçar uma escolha prematura”, afirmou ele, em referência à pouca idade com que boa parte dos alunos presta vestibular.

O secretário negou que o ciclo básico deverá aumentar a duração dos cursos universitários e disse que as universidades terão autonomia para decidir se incluem ou não disciplinas específicas de cada curso no currículo básico.

Ao final do ciclo, o aluno ganhará um título próprio de “Estudos Universitários Gerais”.

O projeto final da reforma universitária deve ser apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva até 1º de novembro e, depois, passará por análise do Congresso.

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