Os deputados homenagearam ontem os 20 anos do movimento pelas eleições diretas no Brasil, o “Diretas Já!”. A sessão solene no plenário da Câmara contou com a presença de políticos e artistas que acompanharam as manifestações a favor da emenda constitucional do então deputado Dante de Oliveira. Em 1983, a proposta sugeria que o povo brasileiro voltasse a escolher pelo voto seus representantes.
Participaram da sessão solene a cantora Fafá de Belém, o locutor Osmar Santos e o ex-deputado Domingos Leonelli que, com Dante de Oliveira, lançou o livro “Diretas Já – 15 meses que abalaram a ditadura”.
Parlamentares e representantes da sociedade civil dividiram as cadeiras do plenário com estudantes de Brasília. Eles assistiram a uma aula do deputado e professor de História Chico Alencar (PT-RJ). Alencar foi um dos autores do requerimento para a realização da sessão solene. Ele explicou aos estudantes que o movimento “Diretas Já” teve o mérito de aproximar os artistas do povo brasileiro. O deputado cantou um trecho da música “Pelas Tabelas”, composta por Chico Buarque durante as manifestações pela eleições diretas.
O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), disse que o movimento foi “fundamental para que a ditadura militar saísse da política brasileira”. O líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), homenageou os oito deputados que compunham a bancada do PT em 1984 e votaram a favor da proposta. Chinaglia lembrou ainda os deputados que tiveram os mandatos cassados pela ditadura militar.
Os petistas Nelson Pellegrino (BA) e Ivan Valente (SP) também participaram da sessão solene. “A emenda foi o gancho para a mobilização popular. Foi o maior movimento cívico que o país já viveu”, afirmou Ivan Valente.
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