O coordenador de Educação Escolar Indígena do Ministério da Educação, Kleber Gesteira, participa esta semana, em Campo Grande (MS), do 1º Congresso Estadual de Professores Indígenas, promovido pela Secretaria de Educação do estado, que vai discutir, de 29 de junho a 2 de julho, etnodesenvolvimento e políticas públicas.
O evento vai reunir 450 professores indígenas Guarani-Kaiowá, Guarani-Nhandéwa, Guató, Kadiwéu, Kamba, Atikum, Kinikinawa, Ofaié e Terena, povos que habitam 26 municípios do Mato Grosso do Sul. Durante os quatro dias, os professores e lideranças indígenas, representantes do MEC, da Fundação Nacional do Índio (Funai), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), de universidades vão debater temas como a formação de professores, financiamento da educação, autonomia e políticas públicas para as escolas indígenas.
Mato Grosso do Sul tem cerca de 50 mil indígenas, a segunda maior população do País. A primeira, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), está no Amazonas, que tem 67 mil índios. De acordo com Kleber Gesteira, o congresso faz parte de uma série de eventos regionais que a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC está apoiando em todo o País para discutir questões de interesse dos povos indígenas, dos negros e da alfabetização de adultos.
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