
Brasília – Pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que havia 19 milhões de desempregados em nove países da América Latina e Caribe em 2003. Além disso, o estudo revela que as condições dos trabalhadores pioraram, os salários, de modo geral, caíram, houve queda na produtividade e aumento do emprego informal – considerado pela OIT como aqueles domésticos, por conta própria ou, ainda, em empresas com até cinco funcionários.
De janeiro a setembro de 2003, em relação a igual período do ano de 2002, o desemprego aumentou no Brasil de 12 % para 12,4% da população economicamente ativa. No Equador, pulou de 6,3% para 6,7%. No México, de 2,8% para 3,2%. No Uruguai, de 16.5% para 17.4%. Já na Venezuela, houve aumento de 15,7% para 18.9%.
Em compensação, o desemprego foi reduzido na Argentina em 5.9%, 0,4% no Chile, 0.5% na Costa Rica, 0,1% no Panamá e 0,3% no Peru.
O desemprego entre a população jovem, segundo a OIT, se elevou na Argentina, Brasil, México, Chile, Uruguai e Venezuela.
De acordo com Juan Somavia, Diretor-Geral Internacional de Trabalho da OIT, o desemprego é o problema político mais grave dos atuais tempos.
O documento também critica a situação de pessoas que estão empregadas. Na América Latina, 100 milhões de pessoas não têm acesso a trabalho decente. A maioria delas, jovens, mulheres e crianças são exploradas.
Para ajudar os países a diminuírem as taxas de desemprego, a OIT fez algumas sugestões: políticas para estimular o crescimento econômico, reformas trabalhistas para diminuir os custos do emprego, políticas para micro e pequenas empresas, aumento do diálogo entre governo, trabalhadores e empresários.
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