O sub-procurador geral da República José Roberto Santoro cometeu uma “atividade suspeita,ilegal e com um alto conteúdo político”. A avaliação é do líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), que participou ontem de um debate sobre as novas revelações do caso Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil. Gravação divulgada na terça-feira pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, mostra um diálogo entre o sub-procurador e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na conversa, Santoro exige do bicheiro uma cópia da fita em que Waldomiro Diniz aparece cobrando propina. O sub-procurador sugere que a fita vai “ferrar o governo e o ministro da Casa Civil, José Dirceu”.
O debate entre Arlindo Chinaglia e o líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), será transmitido às 9h desta quinta-feira pela TV Câmara. O petista reconhece que o Ministério Público “é um pilar da democracia”. “Mas é bom termos presente que, em qualquer instituição, pode haver deslize.
O caso desse procurador é muito grave. A atitude oposicionista mais contundente não pode resvalar para aquilo que não se prova”, afirmou.
Chinaglia disse ainda que o procurador Marcelo Serra Azul, que pediu o indiciamento da atual diretoria da Caixa Econômica Federal por contratos firmados com a empresa Gtech, pode ter cometido crime de colarinho branco. Para o petista, Serra Azul não poderia ter pedido o indiciamento antes da conclusão do inquérito.
Confira os principais trechos da participação de Arlindo Chinaglia no debate:
Deslize
A reportagem da Globo mostrou o sub-procurador (José Roberto) Santoro numa atitude de cumplicidade, numa coerção abusiva, sob flagrante ilegalidade. O Ministério Público é um pilar da democracia, e o bom funcionamento do Ministério Público é uma defesa da sociedade. Mas é bom termos presente que em qualquer instituição pode haver deslize. O caso desse procurador é muito grave. A atitude oposicionista mais contundente não pode resvalar para aquilo que não se prova.
Gtech
O presidente da Caixa (Jorge Mattoso) não queria prorrogar o contrato da Gtech, que vinha do governo passado. Porque prorrogou? Por decisão de uma juíza, que, na hora em que o presidente da Caixa disse que era ela que dava todas as liminares para a Gtech, ela alegou doença, pegou atestado e pediu aposentadoria. Saiu de cena. Vai ser investigada. Quando a Caixa, mesmo por imposição da Justiça, teve que renovar o contrato, impôs pela primeira vez em vários anos a redução do preço. É a primeira vez que alguém é indiciado porque economizou dinheiro público.
Indiciamento
Pela primeira vez, um procurador propõe o indiciamento de um presidente da Caixa Econômica Federal porque ele economizou dinheiro. Tenho o histórico do contrato com a Gtech. Não há um fato ilícito. Avalio que o procurador Marcelo Serra Azul possa ter cometido algum crime até de colarinho branco. Sabe por que? Porque inquéritos mal conduzidos acabam sendo anulados. Se não se faz bem feito, se se atropela a lei, acaba-se anulando e protegendo o meliante, aquele que cometeu algum crime.
Traição
Se Waldomiro Diniz alguma vez cometeu algum ilícito aqui no Congresso, a coisa mais fácil que tem é que qualquer parlamentar que não ame tanto o governo denuncie. Não há uma acusação de que ele tenha feito algum ato ilícito aqui. Ou seja: o ministro José Dirceu foi traído. Se soubesse que ia levar para trabalhar do seu lado, num cargo evidentemente importante de assessoria, alguém metido numa situação de irregularidade, o ministro José Dirceu iria levá-lo? Eu não levaria, você não levaria, ninguém levaria. Porque seria supor que o ministro é um descuidado. E ele é um sobrevivente: é um homem que enfrentou a ditadura, esteve no exílio, fez luta armada. Não é um quadro qualquer, não começou hoje. Ele foi traído como muitos somos traídos em alguma fase da vida.
Genoino também denuncia articulação ![]()
O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou ontem ao “Jornal do Terra”, da TV Terra, que o governo está sendo vítima de uma articulação política organizada pelo subprocurador-geral da República José Roberto Santoro e pelo senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT). (assista aqui a entrevista, em http://tv.terra.com.br/jornaldoterra).
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP), também criticou a atuação do subprocurador e a atuação do procurador Marcelo Serra Azul, que pediu o indiciamento dos atuais diretores da Caixa Econômica Federal por conta de contratos firmados na gestão anterior com a empresa Gtech. “Isso é uma indignidade, é uma ofensa aos poderes da República”, disse o petista.
Procurador cometeu ato ilegal, diz Chinaglia ![]()
O sub-procurador geral da República José Roberto Santoro cometeu uma “atividade suspeita,ilegal e com um alto conteúdo político”. A avaliação é do líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), que participou ontem de um debate sobre as novas revelações do caso Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil. Gravação divulgada na terça-feira pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, mostra um diálogo entre o sub-procurador e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Na conversa, Santoro exige do bicheiro uma cópia da fita em que Waldomiro Diniz aparece cobrando propina. O sub-procurador sugere que a fita vai “ferrar o governo e o ministro da Casa Civil, José Dirceu”.
O debate entre Arlindo Chinaglia e o líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), será transmitido às 9h desta quinta-feira pela TV Câmara. O petista reconhece que o Ministério Público “é um pilar da democracia”. “Mas é bom termos presente que, em qualquer instituição, pode haver deslize.
O caso desse procurador é muito grave. A atitude oposicionista mais contundente não pode resvalar para aquilo que não se prova”, afirmou.
Chinaglia disse ainda que o procurador Marcelo Serra Azul, que pediu o indiciamento da atual diretoria da Caixa Econômica Federal por contratos firmados com a empresa Gtech, pode ter cometido crime de colarinho branco. Para o petista, Serra Azul não poderia ter pedido o indiciamento antes da conclusão do inquérito.
Confira os principais trechos da participação de Arlindo Chinaglia no debate:
Deslize
A reportagem da Globo mostrou o sub-procurador (José Roberto) Santoro numa atitude de cumplicidade, numa coerção abusiva, sob flagrante ilegalidade. O Ministério Público é um pilar da democracia, e o bom funcionamento do Ministério Público é uma defesa da sociedade. Mas é bom termos presente que em qualquer instituição pode haver deslize. O caso desse procurador é muito grave. A atitude oposicionista mais contundente não pode resvalar para aquilo que não se prova.
Gtech
O presidente da Caixa (Jorge Mattoso) não queria prorrogar o contrato da Gtech, que vinha do governo passado. Porque prorrogou? Por decisão de uma juíza, que, na hora em que o presidente da Caixa disse que era ela que dava todas as liminares para a Gtech, ela alegou doença, pegou atestado e pediu aposentadoria. Saiu de cena. Vai ser investigada. Quando a Caixa, mesmo por imposição da Justiça, teve que renovar o contrato, impôs pela primeira vez em vários anos a redução do preço. É a primeira vez que alguém é indiciado porque economizou dinheiro público.
Indiciamento
Pela primeira vez, um procurador propõe o indiciamento de um presidente da Caixa Econômica Federal porque ele economizou dinheiro. Tenho o histórico do contrato com a Gtech. Não há um fato ilícito. Avalio que o procurador Marcelo Serra Azul possa ter cometido algum crime até de colarinho branco. Sabe por que? Porque inquéritos mal conduzidos acabam sendo anulados. Se não se faz bem feito, se se atropela a lei, acaba-se anulando e protegendo o meliante, aquele que cometeu algum crime.
Traição
Se Waldomiro Diniz alguma vez cometeu algum ilícito aqui no Congresso, a coisa mais fácil que tem é que qualquer parlamentar que não ame tanto o governo denuncie. Não há uma acusação de que ele tenha feito algum ato ilícito aqui. Ou seja: o ministro José Dirceu foi traído. Se soubesse que ia levar para trabalhar do seu lado, num cargo evidentemente importante de assessoria, alguém metido numa situação de irregularidade, o ministro José Dirceu iria levá-lo? Eu não levaria, você não levaria, ninguém levaria. Porque seria supor que o ministro é um descuidado. E ele é um sobrevivente: é um homem que enfrentou a ditadura, esteve no exílio, fez luta armada. Não é um quadro qualquer, não começou hoje. Ele foi traído como muitos somos traídos em alguma fase da vida.
Genoíno também denuncia articulação
O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou ontem ao “Jornal do Terra”, da TV Terra, que o governo está sendo vítima de uma articulação política organizada pelo subprocurador-geral da República José Roberto Santoro e pelo senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT). (assista aqui a entrevista, em http://tv.terra.com.br/jornaldoterra).
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP), também criticou a atuação do subprocurador e a atuação do procurador Marcelo Serra Azul, que pediu o indiciamento dos atuais diretores da Caixa Econômica Federal por conta de contratos firmados na gestão anterior com a empresa Gtech. “Isso é uma indignidade, é uma ofensa aos poderes da República”, disse o petista.
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