A secretária-executiva do Programa Bolsa Família do governo federal, Ana Fonseca, disse que até o final deste ano será atingida a meta de atender a 3,6 milhões de famílias. Em reunião com a bancada petista na manhã de ontem, ela afirmou que serão gastos R$ 4,2 bilhões com a complementação de renda para as famílias pobres, um aumento de 65% em relação a 2002, quando foram gastos R$ 2,6 bilhões em programas como vale-alimentação, auxílio-gás e bolsa escola.
Desde 27 de outubro, 1,2 milhão de famílias foram incluídas no programa que unificou os benefícios. Para 2004, segundo a secretária, estão garantidos R$ 5,3 bilhões, um acréscimo de 100% em relação a 2002. Para o deputado Henrique Fontana (RS), vice-líder do PT, os números apresentados demonstram que o governo, com a unificação, consolidou uma política estruturada de transferência de renda, tornando mais eficaz o combate à exclusão social.
Os deputados petistas manifestaram preocupação com a necessidade de uma coordenação regional dos programas e com o possível uso político dos cadastros de beneficiados. Ana Fonseca disse que está em estudo a possibilidade de usar os comitês gestores do Programa Fome Zero para fazer o acompanhamento também do Bolsa-Família.
Parlamentares como Carlos Santana (RJ), Chico Alencar (RJ), Fátima Bezerra (RN), Luiz Couto (PB), Odair (MG), Orlando Desconsi (RS), Terezinha Fernandes (MA), Washington Luís (MA) e Wasny de Roure (DF) defenderam a divulgação da listagem como forma de evitar que cabos eleitorais façam uso político dos benefícios.
A secretária afirmou que está mantendo entendimento com o controlador-geral da União, ministro Waldir Pires, para que o órgão fiscalize o programa. “Também concordo que a lista dos contemplados deve estar disponível na internet, para consulta dos cidadãos, em benefício da transparência”, afirmou Ana Fonseca.
Sobre uma coordenação regionalizada, Ana Fonseca disse que a idéia é boa e será considerada, mas ressalvou que a estrutura de pessoal da secretaria é insuficiente para concretizá-la no momento. Ao final da reunião, Fontana avaliou que a bancada se sentiu muito “segura” quanto à seriedade da condução do programa. “Há uma diretriz muito clara para evitar o uso eleitoral e político dos benefícios”, salientou.
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