BRASÍLIA (Reuters) – O governo brasileiro superou em mais de 13 bilhões de reais a meta de superávit primário acertada com o Fundo Monetário Internacional para o primeiro semestre, divulgou nesta sexta-feira o Banco Central.
O setor público consolidado –que inclui governo central, Estados, municípios e empresas estatais –alcançou um superávit de primário de 7,915 bilhões de reais em junho, ante 3,029 bilhões de reais em junho do ano passado.
Com isso, o superávit acumulado de janeiro a junho subiu para 46,183 bilhões de reais, o que corresponde a 5,76 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). A meta do FMI para o período é de 32,6 bilhões de reais. No primeiro semestre do ano passado, o superávit acumulado era de 40,009 bilhões de reais.
O acordo com o FMI prevê um superávit equivalente a 4,25 por cento do PIB no ano.
“Muito se deu pela carga tributária, que aumentou muito… O Lula tentou fazer cortes de impostos, mas não teve jeito, teve aumento da carga tributária” comentou o economista-chefe da consultoria Global Station, Marcelo Ávila. “(O superávit) É uma sinalização muito forte para o investidor lá fora.”
Em junho, o governo central foi superavitário em 5,354 bilhões de reais, os governos regionais em 1,681 bilhão de reais e as empresas estatais em 880 milhões de reais.
O déficit nominal do setor público recuou para 3,79 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses encerrados em junho, ante 4,08 por cento do PIB até maio.
O BC informou também que a dívida líquida do setor público caiu ligeiramente em relação ao PIB para 56 por cento no mês passado, totalizando 948,243 bilhões de reais, contra 56,6 por cento em maio, ou 946,669 bilhões de reais.
No final de 2003, a dívida líquida do setor público era equivalente a 58,7 por cento do PIB. A queda, segundo o BC, foi “influenciada pelo efeito do crescimento do PIB valorizado”.
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